Na segunda parte da entrevista com o deputado federal petista Zé Neto, ele fala sobre alinhamento com outros partidos, avalia se houve antecipação prematura de sua candidatura e diz o que traz de novo para a eleição de 2020 a prefeito de Feira de Santana.
O Protagonista - O sr. já tentou, e não conseguiu, ser prefeito em outras eleições. Existe diferença do Zé Neto de antes para agora?
Zé Neto – O tempo vai amadurecendo mais a gente. Vai nos dando mais serenidade para encarar as coisas. Eu acho que a gente começa muito bem uma caminhada, principalmente no nosso partido, porque a unidade no PT é uma coisa muito valiosa para mim. E quem ficou no partido, depois de tantas turbulências, é porque entende que o PT não apenas é o maior partido do Brasil, mas, também, tem uma proposta, um projeto que abraça o povo brasileiro, principalmente os mais carentes. Na nossa cidade e no nosso estado já mostrou a que veio. Agora precisamos traduzir isso eleitoralmente. As grandes e maiores intervenções no nosso município, na parte urbana, de habitação, de saúde, saneamento, infraestrutura, investimentos econômicos, tanto na cidade quanto no campo, com os programas Luz para Todos e Bolsa Família, principalmente, vieram do PT e eu fui um dos protagonistas dessas interlocuções junto aos governos do estado e federal. Estamos com todo gás para fazer a diferença para melhor.
O Protagonista - Algumas pessoas, inclusive da oposição, acham que o sr. se precipitou em lançar sua candidatura a prefeito tão cedo. O que o sr. pensa?
Zé Neto – Não lancei. Até porque ninguém se lança candidato sozinho. As pessoas devem ter grupo. No passado até briguei mais para ser candidato. Hoje, não. Brigo para estar num projeto municipal, estadual e federal do partido. Tenho uma lógica de vida que me levou a ser um dos deputados federais mais votados e eleito deputado estadual quatro vezes, além de ser vereador mais votado no município. Do ponto de vista eleitoral e das vivências que tive como líder de governo duas vezes na Assembleia, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da Comissão de Meio Ambiente, acho que amadureci. Amadurecimento para, nesse momento, dizer que fizemos a opção de ter uma candidatura, após todos já terem lançado sua pré-candidatura. Essa é a verdade. Só que não têm (os pré-candidatos) partido com organização como o PT, que determina passar pelo crivo dos fóruns internos, inclusive abrindo para conversar com todos os partidos. Está tudo aberto. Cada um (partido) vai ter seu candidato, mas lá na frente vamos ver como essa composição vai acontecer. Mas, está longe, ainda, para alinhar.