O ex-deputado federal Fernando Torres sempre foi figura carimbada em sites, blogs e programas de rádio. De uns tempos para cá, saiu de cena. Mas é figura importante no cenário político feirense. Entrevistado pelo www.oprotagonistafsa.com.br Fernando confirmou que é, sim, pré-candidato a prefeito de Feira de Santana, nas eleições de 2020. Porém, pela primeira vez, admite que pode apoiar a reeleição do prefeito Colbert Martins Filho, apesar de fazer críticas ao desempenho do governo municipal. Fernando Torres diz que já votou em Colbert em eleições anteriores e que não tem nada pessoal contra o chefe do Executivo feirense. Diz que atualmente se dedica às suas empresas, por isso sumiu um pouco da mídia.

O protagonista – O sr. será candidato a prefeito de Feira de Santana em 2020?

Fernando Torres – Tudo indica que sim. O PSD, meu partido, vai disputar a prefeitura em cidade com população acima de 100 mil habitantes. Feira de Santana está inserida nesse contexto. Em Salvador ainda será definido o nome, mas em Feira somos o indicado para a disputa.

O Protagonista – No momento o sr. é oposição ao governo municipal ou aliado?

Fernando Torres – Colbert foi um bom deputado. Eu, mesmo, já votei nele no passado. Mas ele precisa melhorar o governo. Eu até tinha vontade em apoiar Colbert, mas, por enquanto, não vejo de momento essa condição. E, se não melhorar (o governo municipal), nosso nome se concretiza. Se ele (Colbert) for um excelente prefeito, podemos apoiar, sim. Se ele quiser, é claro. Não há nada pessoal contra ele. Acho, como pessoa, excelente, mas o governo precisa melhorar. Não sei se mudando nomes no secretariado, mas tem que ser feita alguma coisa. A cidade reclama de limpeza pública, saúde – e ele que é médico e não poderia deixar faltar médicos nas unidades municipais. Colbert deveria atuar mais forte na saúde.

O Protagonista – O sr. anda sumido da mídia. É uma estratégia ou uma escolha pessoal? Por quê?

Fernando Torres – Minha profissão é de empresário. Quando desisti de ser candidato à reeleição de deputado federal, foi para cuidar da vida pessoal, profissional. Como político tinha salário de deputado. Não tenho mais. Tenho que me dedicar à minha vida pessoal. Claro que quando o povo de Feira me colocar no mandato de prefeito farei o contrário: vou me dedicar plenamente à prefeitura de Feira.