A deputada federal feirense Dayane Pimentel (PSL) embora considere cedo para conversas mais sólidas sobre sucessão municipal em 2020, confirmou ao blog que tem feito contatos, porém “muito tímidos”. Segundo ela, “a questão do tempo atrapalha um pouco. Eu em Brasília e o pessoal em Feira de Santana”. Sobre a definição de uma possível candidatura, ela diz ainda não existir prazo fixo. Revela que tem mantido contatos com o prefeito Colbert Filho. Em relação à pesquisa recentemente divulgada na cidade, Dayane faz questionamentos. “O que surpreende é o resultado. Na ponta do lápis não bate”, contesta. Abaixo, entrevista completa de Dayane Pimentel ao Protagonista.

O Protagonista - Como a sra. recebeu o resultado da pesquisa para prefeito de Feira, em que aparece citada com apenas 0,2%, na espontânea, e 1,2%, na estimulada?

Dayane Pimentel – Não surpreende meu nome estar na pesquisa. Sou filha da terra e representante do presidente Bolsonaro na Bahia. O que surpreende é o resultado. Na ponta do lápis não bate. Fui eleita com quase 16 mil votos no município. Era menos conhecida. Não tinha trabalho, ainda. E hoje, justamente que estou em primeiro lugar entre os congressistas baianos, segundo o site Ranking dos Políticos, e trabalhando muito para ajudar o presidente, apareço em uma pesquisa com números tão tímidos. Um pouco estranho. Pensando dessa forma iremos refazer a pesquisa (sic). Seja para validar o resultado ou identificar algum erro e trabalhar em cima dessa questão.

O Protagonista – A sra. tem o desejo de se candidatar a prefeita de Feira de Santana já em 2020?

Dayane Pimentel – A minha pretensão é a de contribuir dentro do processo político. Mas como aqui é necessário colocar a mão na massa para fazer o efeito surgir, não descarto a possibilidade. Mas nem de longe já trabalho para isso, por ter compromisso com o mandato de deputada federal para lutar pela Bahia e pelo Brasil. Não posso desviar o foco ainda estando a tantos meses da eleição para prefeito.

O Protagonista - Existe um prazo para a sra. se definir?

Dayane Pimentel – Não existe prazo fixo para decidir isso (candidatura a prefeita). Acho até muito cedo. Mas, compreendo a ansiedade dos pretensos candidatos e da sociedade em geral. Eu acredito que os deputados federais da cidade precisam mostrar serviço, primeiro. Eu estou em Brasília todas as semanas, não tenho faltas. Estou ao lado do presidente Bolsonaro. Entendo as questões orçamentárias e sei que precisamos equilibrar as contas do país. Até para que isso possa repercutir de forma positiva no estado e em Feira de Santana. Espero que as pessoas entendam, depois, que os meus compromissos foram cumpridos. Fui eleita para trabalhar em Brasília na busca de políticas públicas que venham depois ser redistribuídas em meu município e nos municípios que confiaram em mim. Sigo na responsabilidade e coerência. Fui eleita para ser deputada federal e estou exercendo isso com excelência. Preciso melhorar, obvio que preciso, como todos precisam. Mas conto com a opinião pública para me aperfeiçoar. E essa questão do pleito de 2020 sigo em observância, dialogando com meus pares e ouvindo muito a sociedade, para que, lá na frente, a gente consiga nos colocar em posições mais sólidas.

O Protagonista – Já manteve ou mantém contato com alguma outra liderança sobre costuras para 2020, com o ex-prefeito José Ronaldo, por exemplo?

Dayane Pimentel – Contatos muito tímidos. A questão do tempo atrapalha um pouco. Eu em Brasília e o pessoal em Feira de Santana. Com José Ronaldo, por exemplo, tive um contato maior no final do segundo turno das eleições, quando ele decidiu apoiar Bolsonaro. Com o prefeito Colbert eu tive contato depois das eleições de 2018. De lá para cá nos falamos e é uma relação bastante cordial.

O Protagonista – A sra. considera que está muito afastada de Feira?

Dayane Pimentel – O Brasil precisa ser resolvido primeiro, para que depois, com essa resolução, a gente redistribua isso pelo estado e pelos municípios. E é no intuito de melhorar a condição social, orçamentária e política do nosso país que estou em Brasília. Para que depois possamos distribuir os frutos na minha querida Feira de Santana.