Luciane Aparecida Silva Brito Vieira, ou Lú de Ronny, é viúva do vereador Reinaldo Miranda Vieira Filho, o Ronny Miranda, que morreu em agosto de 2017, vítima de infarto. Ela é herdeira do espólio político do marido, que incluem várias lideranças e milhares de votos. O www.oprotagonistafsa.com.br entrevistou Lú com exclusividade. Ao blog ela revelou, em primeira mão, que é candidata a vereadora em 2020 em Feira de Santana, embora ainda não esteja filiada a nenhum partido político. Atualmente trabalhando como enfermeira do SAMU, Lú diz não ter superado a perda do marido (e da mãe, logo em seguida) e que mantém os cargos do saudoso Ronny no governo municipal.

O Protagonista – A sra., viúva do vereador Ronny Miranda, segue na política?

Lú de Ronny – Sim, com certeza.

O Protagonista - Já está filiada a algum partido?

Lú de Ronny – Ainda não estou. No momento oportuno.

O Protagonista - Pretende se candidatar em 2020?

Lú de Ronny – Sim, serei candidata a vereadora.

O Protagonista - O que aconteceu com as lideranças e aliados que tinham cargos no governo municipal, indicados por Ronny?

Lú de Ronny – As lideranças e os cargos continuam no governo. Até porque nunca tive qualquer tipo de desgaste com o governo atual. Ao contrário, parceria forte com o prefeito Colbert Martins. Tranquilidade. Em relação a aliados, cada um segue seu rumo. É normal, natural isso na política, das pessoas estarem procurando o melhor. E eu respeito que cada um procure a sua melhora, porque eu também procuro a minha. São todos amigos e não tenho nada contra nenhum deles. Estou aqui pronta, com as mãos estendidas, caso algum precise.

5 – A sra. tem mágoa em relação a algum aliado de Ronny? Faltou apoio de alguém no momento difícil?

Lú de Ronny – Não tenho mágoa de ninguém. O que eu precisava no momento eu tive, na minha fé em Deus, inabalável, e no apoio dos meus irmãos, da minha família. Mágoa é um sentimento muito negativo pra gente alimentar dentro de nossas almas.

O Protagonista - Já superou o impacto da perda?

Lú de Ronny – Superar o impacto da perda é difícil, muito difícil isso. A gente administra o impacto da perda, mas superar, nunca. Eu administro duas perdas: meu marido e logo em seguida de minha mãe. Então a gente faz uma administração dos problemas que envolvem essas perdas. Problemas mais emocionais que materiais, com certeza.