O deputado estadual Targino Machado admite, sim, conversar com o ex-prefeito José Ronaldo sobre a sucessão municipal em Feira de Santana. Apesar de ultimamente ter direcionado sua metralhadora de críticas à gestão municipal, até mesmo acusando de ser “uma organização criminosa”, o parlamentar revela, inclusive, um encontro que manteve com José Ronaldo nesse ano. E diz conhecer bem a forma de o ex-prefeito fazer política: “ele apoiará quem estiver melhor no leque de candidatos próximos”, prevê.
Sobre o prefeito Colbert Filho, Targino mostra decepção e descarta qualquer tipo de conversa, “por ser ingrato e péssimo político”. Em contato com o Protagonista, o deputado também comentou o resultado de recente pesquisa como sendo o preferido do eleitorado ronaldista caso fosse candidato a prefeito de Feira apoiado por José Ronaldo – Targino 23,9%, contra 16,5% de Colbert e 1,6% de Zé Chico. Abaixo a íntegra da declaração de Targino ao Protagonista:
“Minhas críticas políticas foram endereçadas à administração do ex-prefeito José Ronaldo. E críticas farei sempre a quem julgar que as merece. Nunca fiz críticas a José Ronaldo no plano pessoal, porque não as mereceu. Se merecer, farei.
Tenho recomendado a todos para retirar meu nome dessa lista de neófitos políticos (da pesquisa). Isso está muito cedo para se conversar. Minha ansiedade e angústia sobre este assunto são zero. Minha vontade de ser candidato está em stand by. Não vou trabalhar no território das hipóteses. Zé Neto está se movimentando nos bairros e zona rural com grupo de pessoas. O amigo Carlos Geilson, colega deputado por 8 anos, já se movimenta, também. Tem programa de rádio e já disse que é candidato. Eu vejo com muita simpatia a candidatura de Geilson.
O outro candidato, natural, é o prefeito, que apareceu empatado tecnicamente comigo na pesquisa. É um absurdo que isso aconteça porque sequer sou candidato. E ele (Colbert) é o único de todos que é chamado a todo momento de prefeito. E esse nome não cola nele, porque ele tem uma alta rejeição sobre sua administração.
Quanto à conversar com José Ronaldo, só não converso em Feira com Colbert, porque, acima de tudo, é um ingrato. Esse camarada foi preso e eu, me arriscando, fiz pronunciamento histórico em rádios e na Assembleia, emotivo, achando que Colbert era diferente do que é. E eu estava enganado. Se fosse para ser candidato a alguma coisa e ter que buscar o apoio dele, eu não seria. Não estou disposto a fazer qualquer negócio para ser candidato a alguma coisa.
Sobre a última conversa com Ronaldo foi após a minha diplomação desse sexto mandato como deputado estadual - não revelou o teor do bate papo. Converso com José Ronaldo sem a menor dificuldade.
Indo para meu sexto mandato como deputado estadual e ex-prefeito de São Gonçalo, 1989 a 1992, nunca tive apoio de estrela ou constelação. E nunca perdi eleição. O candidato bom é o que emerge do apelo popular, das ruas.
Eu disse outro dia numa rádio que conheço bem a forma com que José Ronaldo faz a leitura da política. Ele apoiará quem estiver melhor no leque de candidatos próximos. Porque ele é um ser político cartesiano, pragmático. Não quer entrar em nada para perder”.