Se o deputado federal Zé Neto achou que o encontro com Carlos Geílson na semana passada encaminhou um “namoro” com o Ouvidor do Estado para uma aliança visando 2020, pode tirar o cavalo da chuva. Pelo menos por enquanto. “Não tenho obrigação de apoiar Zé Neto”, disparou o radialista ao Protagonista nessa segunda-feira (29).
“Foi uma visita de cortesia. Marcamos para as 16hs. Ele chegou às 16h45min. Tivemos uma conversa rápida, que não durou mais que 20 minutos. Falamos sobre funcionamento da Ouvidoria Geral do Estado e pouca coisa de política”, explica Geílson.
Sobre uma possível disputa de espaços entre ambos, dentro do governo do estado, em relação à disputa municipal em 2020, o ex-deputado foi taxativo. “Sempre tive meu posicionamento, como ele sempre teve o dele. Essa disputa de espaço que dizem por aí não posso jogar nos ombros dele, porque diz respeito mais ao governador ver qual o espaço de cada um. A informação é que Zé Neto é dono de tudo - cargos. Não é dele que devo questionar ou devo cobrar. Na hora certa, no momento exato, a conversa é com o governador Rui Costa”, salienta.
Sobre o desejo se candidatar a prefeito em 2020, Carlos Geílson pondera. “Eu ainda não afirmei, categoricamente, que sou candidato. Ninguém é candidato de si mesmo. Zé Neto é candidato dele. Ele se lançou... o partido lançou ele... tudo bem. Zé Neto nunca negou para ninguém que seria candidato, de qualquer jeito. No meu caso, não. Quero ser candidato e trabalho para ser candidato. Eu não afirmei, ainda, porque preciso de algo que me respalde. De um grupo que caminhe comigo e seja identificado comigo. Não posso dizer que sou candidato. De quem? De mim mesmo? Mas as coisas estão bem adiantadas. As tratativas são bem alvissareiras, mas ainda precisamos colocar as coisas em seus devidos lugares. Confesso que tem muita coisa acontecendo e, graças a Deus, de forma positiva. Meu nome tem sido bem recebido”, comemora Geílson.
Geílson manda um recado a deputado federal petista: “ele tem que entender que política se faz com gestos. Se você faz um bom gesto, lá na frente pode ter o retorno. Ou não. Se você não trata bem o outro, lá na gente você vai caminhar com quem não te trata bem? Disputa de espaço com Zé Neto não existiu, porque não é a ele que vou cobrar esse ou aquele cargo”, alfinetou.
Ainda sobre a relação com o aliado, Carlos Geílson tem posição firme. “Meu propósito nada tem a ver com Zé Neto. Não tenho obrigação de apoiar Zé Neto. Nem fazer acordo. Ele segue lá o projeto dele. Eu sigo o meu. Defendo uma disputa civilizada para que, em um provável segundo turno, não inviabilize qualquer possibilidade de diálogo”, manda o recado.
“A única vinculação que tenho com Zé Neto, atualmente, é que o governador Rui Costa é o líder maior do grupo. Mas acordo ou aliança, nada temos. Quem falar isso está criando fake news”, conclui.