Fernando de Fabinho sempre foi um campeão de votos, nos três mandatos disputados. Como deputado estadual ele foi o segundo mais votado. Nos dois mandatos de deputado federal sempre se posicionou entre os três primeiros na Bahia. Amigo e compadre do ex-prefeito José Ronaldo, deixou a política surpreendentemente há 9 anos, em 2010. Ao Protagonista, Fernando de Fabinho diz que a frustração de não ter sido escolhido como candidato do grupo de José Ronaldo a prefeito de Feira de Santana em 2008 teve, sim, peso em seu afastamento, “embora não tenha sido decisivo”. Atualmente é empresário na construção civil. Apesar de não descartar uma futura candidatura a cargo eletivo, ele diz ao blog que, no momento, eleição é palavra fora de seu dicionário.

O Protagonista – Por que a decisão de se afastar da política?

Fernando de Fabinho – Naquela época, em 2010, eu vivia 24hs ligado em política. Mas, como todo cidadão, resolvi que era hora de mudar. Precisava me dedicar mais à família, aos negócios. Foram 20 anos vivendo no mundo político e naquele momento decidi que era hora de parar.

O Protagonista – Em 2008 você era apontado como o preferido de José Ronaldo para ser o candidato do grupo a prefeito de Feira. Mas deu Tarcízio Pimenta. Isso também o influenciou em seu afastamento da política?

Fernando de Fabinho – Se eu te disser que isso não teve peso na minha decisão eu estaria sendo contraditório. Aquela situação ajudou, sim. Mas as decisões na vida pública dependem de outras situações, como opinião de seu grupo político, etc.

O Protagonista – Sua relação com José Ronaldo ficou abalada?

Fernando de Fabinho – José Ronaldo é compadre, amigo e irmão. Tenho um carinho todo especial por ele. Temos contato, apesar de nossas atividades distintas. Nos falamos e o visito sempre que posso. Faz parte de minha vida. Hoje (quinta-feira, 18) inclusive é aniversário dele e desejo muita saúde ao meu amigo.

O Protagonista – Pensa em voltar a disputar eleições?

Fernando de Fabinho – Não sou de família tradicional na política. Eu era empresário e resolvi migrar para a política, no início da carreira. Antes não passava na minha cabeça, mas acabei entrando. Hoje é a mesma coisa. Não digo que de maneira alguma vou voltar a disputar eleição. Não seria verdade. Nossa vida é regida pelo destino. Apenas digo que no momento não passa na minha cabeça.

O Protagonista – O que você faz atualmente?

Fernando de Fabinho – Atualmente sou empresário do ramo da construção civil.