O Centro de Convenções de Feira de Santana, obra que se arrasta há cerca de 15 anos, voltou a ser pivô de uma birra entre os governos estadual e municipal. O prefeito Colbert Martins Filho cobrou o repasse de verbas por parte do Estado para tocar a obra, fruto de um convênio. As parcelas travaram. Provocado, o deputado federal Zé Neto ligou para o programa Acorda Cidade, na rádio Sociedade de Feira. Apesar do tom ameno, o parlamentar não deixou de cutucar o prefeito. “Faço um apelo, sem polêmica. Fizemos um acordo com a prefeitura para repassar os recursos da conclusão do Centro de Convenções e o Município administrar. Infelizmente aconteceu um atraso por parte da empresa contratada pelo Município para entregar o projeto na Conder. Existe boa vontade dos secretários Carlos Brito e Edson Borges, mas atrasou. O Estado faria o pagamento das parcelas do convênio, mas descobriu que Feira está em débito com o Consórcio de Saúde. Não está pagando o Consorcio da Policlínica. São 28 municípios atendidos pela Policlínica, com toda a estrutura. Infelizmente, o Município de Feira de Santana não está pagando. Faço um apelo para que pague. Vamos tentar uma solução sem polemica”, disse o deputado. No momento, o Centro de Convenções não passa de um monte de cimento armado abandonado e cercado de mato. Desde que começou a ser construída e parou, ainda na administração do ex-governador Paulo Souto, a obra tem sido usada como matéria-prima para fazer o feirense de trouxa. Já virou rotina, antes de eleições, políticos prometerem a conclusão. Mas a única peça teatral encenada no local, até agora, é o teatro promovido pelos políticos.