A aventura de milhares de brasileiros incautos, de eleger um sujeito com passado e presente sujos, causa graves estragos ao país. Bolsonaro tem as mãos ensanguentadas de sangue, é responsável por engordar os milicianos cariocas, de incentivar a violência e o ódio contra os que pensam diferente dele e do seu enlameado clã. Nada entende de economia e nomeia para o cargo de superministro o Paulo Guedes, velho entreguista e capacho do império americano. Além disso, ofereceu a Sérgio Moro, em troca de sabotagem contra o candidato favorito para vencer as eleições, o presidente Lula, uma vaga no STF e nomeação como ministro da Justiça. Nomeou para o Ministério da Agricultura uma defensora ardorosa do latifúndio e do agronegócio, liberou em pouco tempo mais de cem novos agrotóxicos para a turma dela envenenar mais ainda os alimentos do brasileiro e contaminar o solo e subsolo com substâncias altamente tóxicas e proibidas nos seus países de origem. Nomeou um boneco para o Ministério do Meio Ambiente e, ainda não satisfeito, esvaziou o IBAMA, o ICMBIo, proibindo multas para agricultores infratores. Recusou R$ 155 milhões de reais da Alemanha para projetos e conservação da Amazônia. Disse, em alto e bom tom que “qualquer cocô seco de índio faz paralisar um licenciamento ambiental de uma grande empresa”. Arma os latifundiários e incentiva a matar, contempla sorridente e com escárnio as queimadas criminosas ocorridas na Amazônia para favorecer os grandes proprietários rurais de aumentarem suas áreas agricultáveis.
Esse conjunto de trapalhadas, medidas equivocadas, postura servil e criminosa do presidente do Brasil, deixa os bandidos à vontade para atear fogo na maior floresta tropical do planeta. Os dados oficiais do INPE mostraram os números alarmantes de aumento de queimadas e as consequências disto foram a exoneração do seu dirigente e acusação a ONGs de promoverem as queimadas para desgastar o seu moribundo governo perante o mundo.
Quanto cinismo desse sujeito! O efeito nefasto dessa postura se faz sentir diariamente. Faltou luz, mais era dia na cidade de São Paulo, em decorrência das queimadas. Cenas chocantes de animais queimados vivos aparecem em vídeos. A floresta pede socorro e se tivesse pé, não tinha ficado lá. De todas as partes do mundo surgem protestos vigorosos condenando as atitudes irresponsáveis e debochadas do dirigente brasileiro. À semana passada grandes manifestações contra o governo Bolsonaro eclodiram em várias cidades do país, exigindo ações que combatam as queimadas criminosas na Amazônia. Me recorda da denúncia vigorosa e o pedido de socorro da fauna e da flora da Amazônia, contida na música, “A Saga da Amazônia”, do compositor paraibano Vital Farias, e concluo este artigo com a última estrofe do poema:
“Aqui termina essa história para gente de valor;
Pra gente que tem memória, muita crença, muito amor;
Pra defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta;
Era uma vez uma floresta na Linha do Equador”.

Messias Gonzaga é bioquímico e ex-vereador em Feira de Santana