O radialista Antônio Sotero é um dos mais experientes em atividade em Feira de Santana. Ao Protagonista, ele diz que ainda não vê empolgação do povo nas ruas sobre eleições municipais. “O sucesso da política local depende muito de um presidente ativo”, avalia. E prevê que, “aquele eleitor que está desempregado, passando necessidade, vai ser alvo de um político pra dar uma cesta básica, pra levar no médico, pra dar um remédio”.

“O momento político em Feira de Santana eu vejo com muita confusão. Estou no dia-dia nas ruas conversando com as pessoas e não tenho visto o povo entusiasmado com esse ou aquele candidato. Não vejo ninguém sinalizando com um próximo candidato. O que observo são as pessoas desorientadas, muitas famílias necessitadas. A gente não sabe dizer qual será o futuro de Feira de Santana, politicamente. Nós temos aí o deputado Zé Neto, o atual prefeito Colbert Martins, e outros que se falam aí, mas não vejo entusiasmo do povo se manifestando. Um povo desempregado, sem orientação para saber para onde vai. Não vejo um grande futuro para 2020. Vejo um presidente da República falando um monte de besteira, desorientado, nosso petróleo sendo entregue aos Estados Unidos. A gente ver o Brasil sendo quase um quintal do americano. E você tem que analisar o seguinte: o sucesso da política local depende muito de um presidente ativo, trabalhando sério, respeitando o povo, coisa que não vêm acontecendo. O governo do estado tem um trabalho que precisa melhorar, mas você ver um Clériston Andrade que recebe muitas críticas, mas o que seria do povo se não fosse o Clériston Andrade? Eu, por muito tempo, fiz reportagem de ruas e ouvia muito as pessoas dizerem: ‘deixa eu morrer em casa, mas não me leve para o Clériston Andrade’. Hoje, vejo o Clériston sendo um hospital simpático e fazendo um bom trabalho. E pra gente falar que esse trabalho está sendo bom e que dr. José Carlos Pitangueira deu uma nova dinâmica ao hospital, a gente tá falando não é por ser torcedor do governo do estado. Não é isso, pois eu recebi uma comenda do município, entregue pelo prefeito, e lá estava dr. Pitangueira recebendo também homenagem das mãos do prefeito. Então, se isso aconteceu é porque o Clériston melhorou. Feira de Santana está sem alegria, até o Fluminense está aí nessa dificuldade toda. Vejo, atualmente, em Feira, os empresários dispensando funcionários, com o comércio e empresas em dificuldades. O Brasil, a essa altura, perdeu a esperança com esse presidente, com esse juiz Sérgio Moro, um Dallagnol brincando. Qual é o empresário estrangeiro que quer investir no Brasil? A cidade está aí nessa situação carente de muitas coisas. O povo está vagando de um lado para outro. Que alegria pode ter o povo de Feira de Santana sem emprego, sem poder sair de casa com medo de ser assaltado? Falta trabalho para o povo, educação, segurança. A gente fica triste por não ser otimista. O que eu posso esperar de 2020? Na hora que tiver perto de começar a campanha, aí vai começar também a circular dinheiro na demagogia. Aquele eleitor que está desempregado, passando necessidade, vai ser alvo de político pra dar uma cesta básica, pra levar no médico, pra dar um remédio, pois até isso ainda existe. Então eu vejo um quadro de muita tristeza. Eu espero ver um dia o povo encontrar esses serviços, ter seu emprego, sem precisar pedir as coisas ao chefe político da cidade. Então eu estou vendo o povo preocupado com seus problemas, não vejo ninguém falando de nenhum grande nome da política no momento”.