A série de entrevistas com profissionais de imprensa com atuação em Feira de Santana, falando sobre o cenário político momentâneo e suas perspectivas para 2020, segue nessa quarta-feira (14). O Protagonista ouviu Azevedo Júnior, proprietário do jornal impresso e site Municípios em Foco. Atual assessor do deputado José Nunes, Azevedo destaca que em 2020 teremos uma eleição diferente, por conta do novo sistema que impede as coligações de partidos para vereador. “Entendo que esse fato pode influenciar na formação da chapa para prefeito”, avalia. Ainda segundo ele, a eleição será uma grande colcha de retalho. E as costuras já começaram. “A eleição, nesse momento, ainda não tem favoritos e só deve esquentar entre fevereiro e março de 2020”, prevê. A seguir, a íntegra da avaliação de Azevedo Júnior.

“Política não é adivinhação e nem previsão astrológica. A política, no meu entendimento, é uma junção de coisas que funcionam como uma máquina de costura. Na verdade, cada instante que vivemos, participamos direta e indiretamente na formação do cenário que será montado no tempo certo de acontecer. E, nesse caso, podemos inserir em particular a sucessão municipal de Feira de Santana para o pleito do ano que vem. Mesmo faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2020, ainda é imprevisível quantos candidatos teremos na realidade no tabuleiro com reais chances de assumir o Paço Municipal em janeiro de 2021. Vale ressaltar que a partir de fevereiro ou março, aí sim, teremos um quadro mais claro e evidente de como será essa disputa. Vale salientar que em 2020 nós teremos uma eleição diferente por conta do novo sistema que impede as coligações de partidos para vereador. Entendo que esse fato pode influenciar na formação da chapa para prefeito, porque a quantidade de partidos que estiver agregada a determinado grupo político levará vantagem por conta do número de lideranças que deverão acompanhar o seu candidato a prefeito. Por isso, é que os principais responsáveis pelas costuras já estão incrementando as articulações para costurar essa grande colcha de retalhos chamada de eleição municipal. Para concluir: a eleição de 2020 ainda não tem favoritos. O favoritismo só pode ser melhor observado quando cada um colocar o seu bloco na rua. Pelo menos é o que imagino”.