A Defesa Civil Municipal de Feira de Santana, após análise feita por engenheiros, resolveu liberar o trânsito de ônibus coletivos urbanos na faixa exclusiva no trecho em frente ao edifício Sarkys. Além disso, o funcionamento do Mercado de Arte está liberado, mas dependendo de a Coelba normalizar o fornecimento de energia elétrica no local para voltar às atividades normais.
De acordo com Pedro Américo Lopes, coordenador da Defesa Civil, “o tráfego de ônibus será liberado, mas haverá monitoramento por parte dos engenheiros pela manhã e início da tarde. Caso haja alguma alteração na inclinação do prédio interditado, voltaremos a fechar o trânsito. Caso não aconteça alteração, poderemos liberar a segunda via também”, informa.
Quanto ao Mercado de Arte Popular, fechado desde a segunda-feira (19), “um poste novo foi instalado ao lado do MAP para agilizar a restauração da energia no local. Se nada de anormal acontecer no edifício Sarkys, segue liberado o comércio no Mercado”, diz Américo.
Ainda conforme o coordenador, parte da estrutura do edifício Sarkys será escorada. “O imóvel estabilizou. A estrutura não teve movimentação. Não existe risco iminente de desabar. Não houve evolução da inclinação”, destaca Pedro Américo.
Quanto a uma demolição do imóvel de quatro andares, depende dos donos. “Evidentemente que caso haja intervenções no imóvel por parte dos proprietários, terão que apresentar à prefeitura todos laudos com as informações e cálculos. Os donos é que vão avaliar se vale a pena reformar ou demolir e construir um novo”, salienta Américo.
Sobre as barracas retiradas e levadas para a praça Bernardino Bahia, Pedro informa que só após a divulgação final dos laudos dos engenheiros – provavelmente na segunda ou terça-feira da próxima semana – é que vai haver uma decisão. “Por enquanto ficam aonde estão”, acentua.
A Galeria Caribé, localizada ao fundo do edifício Sarkys, também deve ser liberada para funcionamento. “Vamos avaliar até meio-dia dessa quarta-feira”, pontua.
Seis engenheiros do município estão atuando no local. A prefeitura também contratou empresa especializada em estrutura de imóveis para ajudar a concluir o laudo.
Os donos do imóvel também contrataram uma empresa para atuar na solução do problema. O mesmo aconteceu com a Embasa, devido à forte suspeita de que um vazamento de água provocou as rachaduras e inclinação do imóvel.