“Defendemos que a participação dos cristãos leigos seja mais ativa nos Conselhos Municipais e que alguns cristãos devem participar ativamente da luta política nos partidos e organizações sociais”. A declaração é do arcebispo metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro. Entrevistado pelo Protagonista, ele também disse que “no Estado Democrático de Direito o cristão tem a autonomia e liberdade de escolher aqueles que devem representá-lo”.

O Protagonista - O sr. acompanha o cenário político de Feira de Santana?
Dom Zanoni - A política é a maneira mais eficaz de participarmos da construção do bem comum e a Igreja, para ser fiel à sua missão, não pode ficar alheia a esta realidade tão essencial e relevante para todos nós.
O Protagonista - A Igreja Católica, em Feira de Santana, sempre teve uma posição definida sobre eleições. Distribuía, inclusive, cartilhas de orientação aos eleitores católicos. Vai continuar fazendo isso em 2020?
Dom Zanoni - Sobre a formação política nossa Arquidiocese tem investido na formação dos seus agentes, sobretudo na organização do Curso, Fé Cristã e Cidadania, oferecido pela Faculdade Católica de Feira de Santana.
O Protagonista - Existe alguma orientação aos padres que atuam em Feira de Santana para prestar algum tipo de orientação política aos fiéis nas paróquias?
Dom Zanoni - A orientação da Igreja está na linha do seu ensinamento como todos os anos fazemos através das Campanhas das Fraternidades. Defendemos que a participação dos cristãos leigos seja mais ativa nos Conselhos Municipais e que alguns cristãos devem participar ativamente da luta política nos partidos e organizações sociais.
O Protagonista - Qual a posição da Igreja em Feira de Santana nas eleições municipais de 2020?
Dom Zanoni - No Estado Democrático de Direito o cristão tem a autonomia e liberdade de escolher aqueles que devem representá-lo.