O secretário municipal de Desenvolvimento Social e Prevenção à Violência, Pablo Roberto Gonçalves falou ao Protagonista, com exclusividade, sobre suas movimentações políticas - que têm causado incômodo em alguns membros do governo municipal. Logo no início da conversa, Pablo parabenizou o blog pela antecipação, em julho, da notícia (leia mais) sobre a formação de um grupo político no tradicional PDT – ele acaba de deixar o PHS com destino ao PDT. E a notícia, antecipada pelo Protagonista, causou grande mal-estar na base governista na Câmara Municipal. O líder do governo, Marcos Lima, por exemplo, afirmou que era “chapa de tubarão para engolir peixinhos”. A seguir, o bate papo completo com Pablo Roberto.

O Protagonista – Como o sr. analisa a reação de alguns vereadores da base sobre a formação desse grupo no PDT?
Pablo Roberto – Vejo com tranquilidade. Natural no processo. No passado houve isso também quando articulamos com o saudoso Ronny uma situação semelhante. Mas não entro nesse debate. Eles defendem o que acreditam. Eu defendo o que acredito.
O Protagonista – Isso é bom para o governo?
Pablo Roberto – É uma alternativa importante para o governo, sim. É um partido (PDT) que tem dirigentes aliados ao governo. Vejo como bom para o prefeito Colbert.
O Protagonista – O grupo já está formado?
Pablo Roberto - Não está formado. Estamos recebendo pessoas. Temos dois vereadores: Isaias de Diogo e eu, que estou licenciado. Mas temos conversado com vários vereadores.
O Protagonista – Fala-se muito em uma candidatura de Pablo a deputado em 2022. O sr. pode não concorrer a vereador em 2020 por causa desse projeto maior?
Pablo Roberto – Nós temos disponibilidade. Sou de grupo. Aceito o que decidirem. Estamos pensando, sim, no futuro. Mas isso depende de quais vereadores vão aderir ao projeto e a musculatura alcançada por esse grupo.
O Protagonista – Essas movimentações são discutidas com o prefeito Colbert Martins?
Pablo Roberto – Sim, movimentos são conversados com Colbert. É uma questão de lealdade. Às vezes ele concorda. Às vezes, não.