O Centro Comercial Popular polarizou as discussões na sessão dessa quarta-feira (7) na Câmara Municipal de Feira de Santana. Como sempre, quando tem grande platéia, os discursos são inflamados. Teve de tudo. Vereador defendendo e vereador atacando a parceria. “A Prefeitura fez negócio com um malandro”, disparou o polêmico Roberto Tourinho (PV). Até mesmo vereadores da base cobram maiores explicações – a essa altura do campeonato – sobre a iniciativa que tem como objetivo retirar 1.800 camelôs do centro da cidade - que hoje mais se parece com uma favela. O líder do governo na Casa, Marcos Lima, sugeriu uma audiência pública para discutir a fundo a situação. Abaixo, a posição de alguns vereadores sobre o assunto.

Marcos Lima - O vereador dedicou o seu tempo para defender a proposta da realização de uma audiência pública na Casa, com o objetivo de discutir as tramitações do Shopping Popular de Feira de Santana.
Na ocasião, o parlamentar afirmou que este procedimento daria a oportunidade de uma ampla discussão entre os vereadores e os vendedores ambulantes da cidade, com maior abrangência e participação popular.
Edvaldo Lima – Já o vereador Edvaldo Lima (PP) se posicionou de forma contrária ao discurso, afirmando que já havia feito um requerimento para o empresário Elias Tergilene, que administra o consórcio, esclarecer as dúvidas sobre o empreendimento na Câmara Municipal.
“Há seis anos eu estava no Centro de Abastecimento lutando e tentando suspender a obra deste Shopping Popular. Pois defendi a proposta do Shopping Popular a céu aberto, na Salles Barbosa”, informou.
Luiz da Feira – “Estou feliz com a presença dos meus irmãos camelôs; guerreiros, lutadores. Estou me sentindo fortalecido, emocionado”, disse o vereador Luiz da Feira (PPL). Ele enalteceu o trabalho da categoria, destacando que trabalham enfrentando intempéries e ressaltou que os 13 mil camelôs que existem na cidade, movimentam muito dinheiro e contribuem para o crescimento de Feira de Santana.
O parlamentar criticou a mensalidade que os ambulantes instalados no Centro Comercial Popular terão de pagar. Cobrou do prefeito Colbert Martins Filho e do secretário do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Antônio Carlos Borges Júnior, que a categoria não seja prejudicada. O parlamentar declarou que apresentou dois requerimentos cobrando informações sobre o contrato firmado entre a Prefeitura e consórcio responsável pelo Shopping Popular, mas não foram aprovados.
Roberto Tourinho - Valendo-se de um discurso metafórico o vereador Roberto Tourinho (PV) criticou a distribuição de boxes do equipamento. “Deixo bem claro que não sou contrário à construção do shopping. Somos contrários à malandragem e à maracutaia na distribuição dos boxes. A Prefeitura fez aliança com um malandro já conhecido do Ministério Público de outros estados”, alfinetou.
Tourinho também desaprovou a postura de alguns colegas aliados ao Governo Municipal que, segundo ele, são contrários a uma Audiência Pública para debater a distribuição de boxes do Shopping popular. “Não tenho medo de cara feia de prefeito. O correto deve ser feito, temos que expor as malandragens deste empresário”, protestou.
Zé Filé - O vereador José Menezes Santa Rosa, o Zé Filé (PROS) usou seu tempo na tribuna para externar a sua preocupação com os vendedores ambulantes. “Eu estou vereador, mas durante toda minha vida fui vendedor. Eu sei o que é enfrentar o sol de meio dia na cabeça. O Governo Municipal não pauta suas decisões pensando no bem-estar do pobre. São milhões de reais despejados na Prefeitura e o povo não vê resultado”, disse o edil.
“A injustiça contra o pobre prevalece e é cruel. Como o camelô vai poder pagar uma taxa mensal tão cara? Isso é a maneira de segregar. Colocar um camelô e um empresário para competir é covardia. Infelizmente muitos se esquecem das suas origens e o porquê de ter sido escolhido pelo povo para estar aqui”, concluiu. (Foto: site Acesse Politica)