O radialista Luiz Santos, da rádio Sociedade, é o convidado de hoje do Protagonista para analisar o cenário político atual em Feira de Santana. Para ele, em 2020 a eleição terá dois turnos. “Política não é olimpíada”, compara.
“O cenário atual está muito nebuloso. Mas eu acho que para o ano quem, em nível local, esperamos dias melhores na política em geral. Não é do perfil de Feira de Santana aquela política de baixo nível. Há um solo fértil, pronto para a semente ser lançada – as propostas. Caberá ao eleitor, nesse caso, como um bom colhedor, como um bom consumidor, ver as melhores propostas. Há um solo fértil porque nos últimos 20 anos a política ficou muito atrelada diretamente a José Ronaldo de Carvalho. Esse ano, até o momento, pelo menos as previsões é que o partido do ex-prefeito José Ronaldo (DEM) não terá candidato. Temos bons nomes aí nesse tabuleiro. Acho que todos eles têm grandes chances. É como eu digo: política não é olimpíada, o candidato tem que ter proposta para participar, tem que entrar com o objetivo realmente de ir ao pódio, mesmo que ele não seja o primeiro, mas tem que ter objetivo de estar entre os três primeiros colocados. E nós vamos aguardar esses próximos três meses ou um pouco mais. As pesquisas e nossos trabalhos jornalísticos são uma forma de aquecer, digamos assim, os tabuleiros, os tamborins da política. Então, em minha opinião, teremos, talvez, a eleição mais difícil dos últimos 20 anos. Porque a gente acompanhou nesses últimos 20 anos José Ronaldo levando já no primeiro turno, com uma vantagem enorme sobre os adversários. Agora, embora Ronaldo esteja aí com o atual prefeito Colbert Martins Filho, que é candidato natural, a gente sabe que transferência de voto não é tão fácil assim. Nós tivemos, lá em 2008, o caso de Tarcízio Pimenta. Mas é como o próprio José Ronaldo diz: ele não agiu pelo coração, naquela época. Agiu com a razão, porque Tarcízio despontava em primeiro lugar e aí teve o apoio de Ronaldo. Ganhou no primeiro turno. Eu acredito que, dessa vez, teremos eleições em dois turnos, em Feira de Santana. As expectativas são boas, mas vamos aguardar, porque na política tudo pode acontecer”.