Não adiantou o endeusamento da operação Lava Jato feito pelos grandes veículos da imprensa nacional que acobertaram os ilícitos cometidos pelos Procuradores de Curitiba, cujo chefe é Deltan Dallagnol, e pelo então juiz Sergio Moro, que culminou em delações criminosas, prisões arbitrárias, e na transformação do MPF em órgão justiceiro e a serviço do golpe de 2016. Além da eleição de Jair Bolsonaro, derrocada da economia nacional e transformação daqueles personagens em “heróis” nacionais, verdadeiros mocinhos dos filmes de Hollywood.
O site internacional Intercept Brasil, dirigido pelo jornalista Glenn Greenwald, reconhecido mundialmente como dos mais competentes jornalistas em atuação no presente, trouxe para o conhecimento público as conversas mantidas entre o grupo de procuradores de Curitiba, especialmente do seu chefe, Deltan Dallagnol, e o então juiz Sergio Moro, que causaram um enorme espanto na opinião pública brasileira e internacional. Um escândalo sem precedentes, uma trama grotesca destes personagens para atingir objetivos escusos e dinheiro.
Uma vergonha nacional, e uma completa falência do Poder Judiciário Brasileiro. Mas, decorridos mais de dois meses de publicações diárias da trama dos fantasmagóricos “heróis”, mesmo desmoralizados, com a exigência nacional e internacional de anulações de processos fraudulentos, delações forçadas, chantagens grotescas, prisões arbitrárias, como por exemplo, do ex-presidente Lula, nada aconteceu aos promotores infratores e ao ex-juiz e agora Ministro da Justiça. Indignação nacional pela impunidade e acobertamento dos crimes cometidos por estes senhores. A procuradoria geral da República não teve a decência de afastar o chefe da operação lava jato de Curitiba, Deltan Dallagnol, e seus comparsas procuradores, o Conselho Nacional do Ministério Público mesmo tendo recebido de renomados juristas e vários procuradores solicitação de apuração e afastamento de todos os envolvidos, omitiu-se e usando o odioso corporativismo, arquivou o processo.
O STF se apequenou e não adotou postura soberana para desfazer as trapalhadas da tropa de Curitiba, muito menos de afastamento do juiz e agora Ministro da Justiça, Sergio Moro. Se não houver vigorosas manifestações e pressão do povo brasileiro contra a impunidade deste vergonhoso episódio que tantos prejuízos trouxeram e trarão à nação brasileira, esses impostores da Lei continuarão reinando acima do bem e do mal.

Messias Gonzaga é bioquímico e ex-vereador pelo PCdoB