Como era esperado, a Audiência Pública sobre o Centro Comercial Popular, o Shopping Popular, foi tumultuada, nessa terça-feira (17), à tarde, na Câmara de Vereadores de Feira de Santana. Virou uma sabatina ao empresário Elias Tergilene, que administra o Consórcio.
Além de responder a questionamentos de camelôs, vereadores e advogados, Elias Tergilene bateu de frente com Roberto Tourinho. Mais de uma vez, durante a audiência. “Isso aqui virou discurso político. Tem vereador que bate no projeto e ataca minha honra, que era secretário na época e assinou licença de meio ambiente para o projeto”, lembrou Tergilene, se referindo claramente a Tourinho.
Após uma das discussões entre ambos durante o evento, o empresário disse que acionou a Justiça. “O senhor, vereador, já o acionei na Justiça”, avisou.

“Aqui não tem nenhum coitadinho”, disparou Tergilene em direção aos camelôs. Foi interrompido pelo secretário Borges Junior, mas retrucou: “Antônio, eu vim aqui para falar e vou falar”.

Tergilene também reafirmou que o vereador Luiz da Feira e seu chefe de gabinete, Robson Leite – dirigente da associação dos camelôs – “participaram de tudo”. Referente a reuniões sobre o Shopping. Assunto, aliás, que já rendeu desentendimentos entre Luiz da Feira e colegas na Casa.
BANCO - O empresário anunciou que o UAI Bank, instituição bancária digital, vai dar suporte aos camelôs no Shopping Popular. “Vão poder abrir conta digital e terão acesso a maquineta para vendas no cartão, pagando a metade do custo de operação das agências bancárias”, explicou o empresário.
DENÚNCIA - Elias Tergilene denunciou que tem camelô cadastrado que já tentou vender box a asiáticos. “Tem gente aqui que tem dez bancas na rua. É camelô? Não. É empresário. Um chinês me disse que foi procurado por camelôs com proposta de venda ou sublocação. Isso não pode. A entrada é com biometria”, salientou, acrescentando que não haverá redução no valor de R$ 80 por metro quadrado.
VALOR DA OBRA - Outro esclarecimento feito foi sobre o custo total da obra. “Entrei com R$ 57 milhões. Vamos parar com essa palhaçada de dizer que a Prefeitura me deu alguma coisa”, protestou. Coube à prefeitura o investimento de R$ 13 milhões, segundo o secretário Borges Júnior.
Também foi destacado que estão sendo feitas reuniões para definir regras. Estão confirmados os três meses de carência para os camelôs e a inauguração do Shopping Popular será no mês de outubro.
Já passava de 18h30min quando o vereador Lulinha encerrou a Audiência Pública.
As mais de 4 horas de Audiência Pública parece que não serviram de muita coisa. Logo após ser encerrado o evento, camelôs voltaram a se manifestar em protesto contra o valor de taxas cobradas, principalmente. A manifestação se concentrou em frente à Câmara, no meio da rua. Também se concentraram na saída do prédio.