Na segunda e última parte da entrevista ao Protagonista, o polêmico vereador Edvaldo Lima fala sobre sua atuação na Câmara Municipal. Insinua que há uma certa má vontade na apreciação de seus projetos na Casa e cita até ciúme como um possível motivo para a maioria dos seus projetos serem barrados na Comissão de Constituição e Justiça. Confirma, também, alinhamento com o governo Bolsonaro.

O Protagonista – O sr reclama, constantemente, que seus projetos recebem parecer contrário da CCJ da Câmara. Se sente discriminado ou perseguido?
Edvaldo Lima – Se você pesquisar na Câmara, vai perceber que a maioria dos meus projetos recebe parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça. Porque são projetos que dignificam o cidadão e a cidadã, beneficiam a todos. Não são projetos que homenageiam a isso ou aquilo. São projetos que trazem benefícios para a comunidade. Mas na política tem muita inveja e ciúme. Por exemplo: aprovar um projeto para o governo dar explicação sobre quantos mil reais de multa entram na SMT a cada três mês e destinar aqueles valores a entidades filantrópicas. Aí a Comissão dá parecer contrário. O projeto da Farmácia Solidária é de alo nível e existe em vários municípios. Aí, se é aprovado, a comissão pode pensar: esse projeto vai deixar o vereador Edvaldo Lima com moral alta com a população. É uma questão de jogo para aprovação. O Projeto Escola sem Partido é para que os educadores não venham a doutrinar alunos nem com conceitos de esquerda nem de direita dentro das escolas públicas e particulares. Religião também. Não tem que doutrinar. Isso é para os pais.

O Protagonista – O sr se considera radical? Ainda se considera aliado de Bolsonaro?
Edvaldo Lima – Sou defensor ferrenho da família. O que Deus plantou e deixou, não podemos desfazer. Sobre nosso presidente, se eu sou defensor dos bons costumes e ele também, então temos afinidade. Vou continuar defendo os valores da família, pois são o pilar de uma democracia. Não existe Nação sem valores, sem família. Sou um defensor de todas as ações do governo federal e do meu presidente Jair Bolsonaro.

O Protagonista – Como se define como político?
Edvaldo Lima – Sou um político defensor do cidadão, da criança, do jovem, dos valores e da política do bem. Atender, independentemente de cor, religião, nível social. O gay que vai no meu gabinete eu atendo com respeito. Mas o que eles querem eu não vou dar. Não vou botar minhas digitais em projetos diabólicos. Mas se for para atender, ajudar, autorizo o gabinete a fazer. Só não terá minha mão para dar credibilidade ao homossexualismo e outras questões que vão de encontro à Bíblia e às minhas crenças. Sou político do bem, e não do mal.