Feira de Santana é uma metrópole, uma cidade que cresce diariamente, uma referência para uma região de mais de três milhões de pessoas, se destaca nos setores educacional, industrial, serviços de saúde e em muitos outros setores... sabemos e valorizamos. Sabemos, inclusive, que até da capital vem gente comprar no seu pujante comércio, mas não podemos negar um fato: a chegada à Feira de Santana, o cartão postal da cidade é desastroso. Por qualquer das rodovias Federais ou Estaduais que conduzem à cidade, o visitante se depara com uma visão de completo abandono, com montanhas de entulhos, lixos e matagal por toda a Avenida Eduardo Fróes da Mota ou “Avenida de Contorno”, como é conhecida, e as demais entradas. Se essa realidade já assusta e atenta contra a cidade, o visitante que adentra ao centro ou bairros se choca com a dificuldade de mobilidade, com crateras nas vias públicas, passeios intransitáveis ocupados por barracas, praças tomadas por barracas vendendo de tudo, principalmente bebidas alcoólicas, lixo acumulado e esgoto a céu aberto. Feira de Santana, que tem o título de Princesa do Sertão, tem sido mal cuidada ao longo do tempo, não refletindo o seu crescimento e desenvolvimento, e caminha para um colapso. A administração pública é passiva, morosa e despreocupada com a humanização da cidade e a qualidade de vida do povo. Em 2020 teremos novas eleições municipais e esse círculo político e administrativo estará em julgamento. Se prevalecer o que se ouve nas ruas, estará encerrado. Que venha 2020.

Messias Gonzaga é bioquímico e ex-vereador