O presidente municipal do PTC, Gildásio Ferreira de Jesus, o conhecido Gildásio Nena (foto), entrou em contato com o Protagonista nesse domingo (1/09) à noite. Ele esclareceu sua surpreendente saída do governo municipal (leia mais). Segundo ele, não houve respeito aos quase 20 mil votos do partido na eleição municipal de 2016, nem aos 1.331 votos para vereador. “E ele (o ex-prefeito José Ronaldo) me conseguiu uma administração de bairro, que é de R$ 900 e poucos reais. Um D-A5. Eu fiquei porque não vivo da política. Fiquei fazendo política com esse ‘cargozinho’ que ele me deu”. A seguir a íntegra do áudio de Nena ao Protagonista.
“Eu fiz um acordo com o prefeito e infelizmente ele não cumpriu. Mas como eu não tinha outra escolha eu fiquei. O partido que sou presidente (PTC) está na base de Rui Costa. Tem a direção de Carlos Geilson. Fiz as reuniões e disse que o grupo ia com Carlos Geilson. E não foi assim, totalmente, por fuxico que saí. Praticamente eu disse que não ia com o candidato do prefeito Zé Ronaldo. Eu não escondi em lugar nenhum a minha insatisfação como ele. Eu tive 1.331 votos. Meu partido teve 19 mil e poucos votos. Fizemos um vereador (Ron do Povo). E ele (José Ronaldo) me conseguiu uma administração de bairro que é de R$ 900 e poucos reais. Eu fiquei porque eu não vivo disso. Não vivo da política. Fiquei fazendo política com esse cargozinho que ele me deu. E como aconteceu que o partido não vai ficar na mão dele, apostei no projeto de Geilson. Mas não foi ele que me colocou. Eles me chamaram para fazer acordo. Perguntaram o que era que eu queria para não sair do grupo. Fui eu que optei por outro projeto. Os fuxiqueiros só fizeram adiantar a exoneração. Eu não ia pedir para sair. Eu que trabalhei. Quando eu fazia uma reunião de partido e dizia que não apoiava nem Colbert, nem Zé Ronaldo, eu já estava dizendo tudo. Eu estive com Ronaldo e ele me garantiu que eu seria tratado como presidente. Na hora ‘h’ deu para trás. Eu fiz de conta que não ligue. Aceitei o cargo e fiquei até a hora que eu achei que dava certo”.