O ex-deputado federal Sérgio Carneiro (PV) defende que Feira de Santana deve ter uma significativa representação em Brasília. Para isso, segundo ele, é preciso o eleitor feirense eleger deputados federais com raízes em Feira de Santana - hoje os eleitos são Zé Neto (que é oposição ao governo federal) e Dayane Pimentel (que anda afastada do governo municipal). Essa semana o prefeito Colbert, na falta de um deputado federal com base em Feira, foi a Brasília assessorado pelo deputado João Roma, e conseguiu a liberação de verba para duplicar mais um trecho na avenida Contorno (leia mais).

“Este é um tema que você aborda de forma oportuna. Está fora do período eleitoral, mas as pessoas precisam entender justamente o pós-eleição, o que os eleitos vão fazer com os votos que receberam. Então os candidatos da terra, como Feira de Santana, maior que oito capitais brasileiras, que por si só poderia ter a sua própria representação - em 1978, salvo engano, Feira de Santana chegou a ter quatro deputados federais: João Durval, Wilson Falcão, Chico Pinto e Nóide Cerqueira; e Zé Falcão ficou na 1ª suplência. A vantagem de você ter um filho da terra representando no Congresso Nacional, é que já conhecem a realidade do município. A questão das lagoas, por exemplo, precisaria de um defensor em Brasília. As pessoas que vem aqui e pegam o voto, elas não conhecem a necessidade, as dificuldades, não conhecem o dia-dia, não conhecem a necessidade de se fazer um novo anel, embora o governo federal anuncie em boa hora que vai duplicar, é uma via praticamente municipal. Então precisa ter a vivência da cidade, é preciso ter mais que a legalidade da representação, a legitimidade de viver Feira. Eu acho importante levantar essa discussão sobre a postura do eleitor de Feira de Santana para com a eleição de Deputado Federal. Eu já tive a honra de representar Feira de Santana no Congresso Nacional e obviamente que eu dava prioridade nas minhas emendas aos pleitos que Feira de Santana tinha lá em Brasília. A importância que vejo, então, é de se conduzir uma reflexão, porque a eleição não são apenas os vinte segundos que você vota, mas principalmente os quatro anos de consequência. Em Feira de Santana os cabos eleitorais têm priorizado seus interesses pessoais, o atendimento a suas demandas pessoais e políticas em detrimento dos reais interesses da nossa terra. Esta provocação é deveras importante para que no futuro as pessoas possam refletir um pouco mais, pois quando todos são atendidos, fica melhor ainda do que atender interesses pessoais e individuais. Quem precisa ser atendido é o município, muito mais do que os interesses individuais”.