Definitivamente o deputado estadual Targino Machado é a pedra no sapato do governo Rui Costa. O líder da oposição na Assembleia Legislativa é um atento crítico de ações atabalhoadas do governo estadual. Através de sua assessoria, Targino enviou ao Protagonista um alerta sobre os prejuízos pelo fechamento do Centro de Convenções e o consequente fim da Bienal do Livro.
“Além do prejuízo bilionário ao turismo, o fechamento do Centro de Convenções do estado provocou o fim da Bienal do Livro da Bahia, evento que já foi considerado um dos principais do país e teve sua última edição realizada em 2013. Nos anos seguintes, por conta dos problemas do antigo equipamento do estado, que desabou parcialmente em 2016, a bienal deixou de ser realizada, prejudicando a literatura baiana, imortalizada por nomes como Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, Ildásio Tavares e Castro Alves. 
Para o deputado estadual Targino Machado (DEM), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, o encerramento da bienal deve ser colocado na conta do governo do estado. “Além do prejuízo bilionário para o turismo, temos mais esse, que é incalculável. Cultura, literatura, arte nunca foram prioridade para o governo de Rui Costa (PT), e a falta de esforço para manter a bienal é prova disso. E lá se vão seis anos sem qualquer solução. Rui ignora o legado deixado por Jorge Amado, João Ubaldo e tantos outro renomados baianos”, critica. 
Ele lembra que, em sua última edição, a bienal chegou a reunir 375 expositores e um recorde de público de 175 mil visitantes. “Como em 2014 o governo fechou o centro para fazer obras de requalificação, a bienal deixou de ser realizada antes mesmo do desabamento, em 2016. Inclusive, estas obras no antigo centro são um escândalo. O governo gastou milhões e a estrutura ainda assim desabou. Dinheiro jogado no lixo”, ressalta o parlamentar. 
Por outro lado, pondera Targino, o Centro de Convenções de Salvador (CCS), construído pela prefeitura, deve ser entregue no final do ano, permitindo que a capital baiana volte ao topo dos grandes eventos. “Enquanto o governo maltrata o turismo da Bahia por seis anos sem nenhuma solução para o centro, a prefeitura, em menos de dois anos, resolveu o problema”, frisa.