Já imaginou levar o filho doente a uma unidade de saúde e, por descuido ou incompetência, a criança quase morrer por receber um remédio ao qual é alérgico, mesmo a equipe de triagem sendo informada da alergia? Pois é, infelizmente isso aconteceu com a dona de casa Karolyna Azevedo na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do governo do estado, localizada ao lado do Hospital Geral Clériston Andrade.
Um vídeo foi gravado pela mãe da criança e exibido na TV Subaé. Mostra muita gente esperando atendimento e bastante reclamações.
Segundo Karolyna, a triagem com seu filho foi bem rápida. “Um rapaz fez a triagem. Eu pude entrar. Ele perguntou se meu filho era alérgico a alguma medicação. Informei que era alérgico a dipirona. Até aí estava tudo certo. Demorou umas duas horas e pouca para a médica chamar. Ela não tocou nele, ela não fez nenhum tipo de exame, simplesmente passou a medicação que ele é alérgico. Meu filho alertou a ela que é alérgico à mediação e ela disse a ele que não tinha nada a ver com isso não”, relata Karolyna, indignada.
“Peguei meu filho e fui pra casa, revoltada. Ele passou mal. Fiz um chá pra ele e rezei a Deus para que nada de pior acontecesse”, informou.
Depois de cuidar do filho doente, Karolyna voltou a UPA no dia seguinte e chegou a solicitar uma cópia do prontuário. Enfretou a má vontade peculiar de alguns funcionários da UPA. “O pior foi ainda ser destratada por um funcionário da unidade. Mandou eu calar a boca, e disse que se eu estivesse insatisfeita com a UPA, com o atendimento, que era pra procurar um atendimento particular”, prossegue.
“É um absurdo. Eu tenho direito. É direito de nós todos”, acentua. A direção da unidade se limitou a dizer que o caso será apurado.
Além de Karolyna, muitas outras pessoas reclamaram não apenas da demora para atendimento na UPA do governo estadual, mas, também, do péssimo humor de alguns funcionários.
Dona Gerusa Mascarenhas levou a mãe, de 74 anos, para ser atendida. “Do médico até o atendimento para medicar, muito demorado. A gente não entende qual é a prioridade, porque todos estão passando mal e todos têm a mesma fichinha verde – significa menos perigoso; laranja - mais ou menos perigoso; e a vermelha - perigoso. Mas isso não é respeitado. Uma bagunça”, enfatizou.
A Secretaria Estadual de Saúde, em nota, diz “que presa para que todos os profissionais que prestam serviços nas unidades de saúde do estado atendam de forma humanizada e que se o paciente tiver alguma reclamação, pode entrar em contato com a Ouvidoria pelo telefone 0800 284 0011”.