E segue a polêmica tendo o Centro de Convenções como centro da discussão entre o prefeito Colbert Filho e o deputado Zé Neto. Depois que Colbert bateu pé e anunciou o afastamento do município da obra aqui no Protagonista (leia mais), o parlamentar petista voltou à carga e respondeu ao prefeito.
“Nós pegamos um Centro de Convenções que começou a ser construído por Paulo Souto. Passamos quatro anos na Justiça porque tinha um débito de R$ 6 milhões e 300 mil, que acabou pagando menos de quatro. Resolveu, mas na Justiça, parado. Só para esclarecer ao prefeito, fizemos a segunda etapa. No fim de 2014 acabou a segunda etapa. É um trauma isso! Aí vamos lá ver se a gente consegue construir a terceira etapa. Mas o prefeito anterior – José Ronaldo – segurou o terreno e disse: ‘não vou dar o terreno’. E não deu, e proibiu a gente de fazer a obra, praticamente. Aí ficou sem terreno desde janeiro de 2015. Ele queria que o estado cedesse a Usina de Algodão, o Iapseb e mais duas escolas do estado. Botamos o preto no branco e quando fomos ver era três vezes o valor do terreno. Aí eu disse: ‘vamos fazer o seguinte: fica com o Iapseb, onde vocês já funcionam hoje ali na avenida Sampaio e fica tudo em paz’. Ele não deu o terreno. Aí chamamos os secretários Edson Borges e Carlos Brito, que têm muito bom senso nisso aí, e dissemos o seguinte: ‘o Centro de Convenções é do município, a gente faz um convênio e vocês constroem, pra sair dessa confusão. Tome aqui o Centro de Convenções. Vamos dar mais ou menos R$ 21 a R$ 22 milhões e vocês constroem’.

Policlínica Regional - Só que no meio do caminho apareceu a Policlínica Regional. Gente, ele – Colbert - não paga a Policlínica. Você sabe o que é isso? A Policlínica cobra 20% do valor que é cobrado no mercado. Uma ressonância na Policlínica custa 20% do valor que é cobrado no mercado. Ele prefere pagar no mercado? A troco de quê? Espera aí, vamos começar a ter esse olhar. Dizer que deve mais de R$ 1 milhão à Policlínica porque paga aluguel de ônibus? Gente, nós fizemos um esforço tremendo pra trazer a Policlínica para Feira. Nós temos o maior núcleo de saúde do Nordeste, em Feira. A Policlínica atende a 28 cidades. Essas cidades todas fazem parte do núcleo de saúde do município. Esse povo do interior não via isso aqui, era difícil conseguir uma ressonância, uma tomografia. A gente consegue criar esse atendimento maravilhoso que os prefeitos todos são felizes, gastam menos do que gastavam. Aí o prefeito de Feira diz: ‘eu quero um ônibus também’. Aí as pessoas vão sair de suas casas e ir para a prefeitura e da prefeitura o ônibus trazer para a Policlínica? Mais um transbordo? Prefeito, já tem muito transbordo na cidade. Quem vai para a Policlínica, pega o transporte e vai. Então não tem sentido isso de um ônibus. É uma desculpa para não pagar. Então o governador disse: ‘olha, aqui em nossa casa, no estado que é de nós todos, o mais importante o que é mais importante que o Centro de Convenções? Saúde. Tem alguém que discorda disso? Agora, o prefeito de Feira tem uma Policlínica na sua cidade, que melhora todo o atendimento regional, que é responsabilidade dele porque ele pactuou com todos os municípios, e ele acha que isso é ruim. Me desculpa, prefeito, a gente precisa sentar com maturidade para conversar de outro jeito. Esqueça campanha, eu não vou entrar em polêmica, que a gente precisa resolver essa pendenga da Policlínica pra gente retomar o Centro de Convenções. O governo do estado já disse: ‘vou lhe dar o dinheiro, vocês constroem e depois administram, depois façam uma PPP (Parceria Público Privada), façam o que quiser’. Então o Centro de Convenções é para ser construído pelo município com dinheiro do estado. Olha, o governador disse: ‘eu só vou fazer convênio com quem paga a Policlínica. Feira não paga, abre precedente para outros municípios menores e mais pobres não pagar. Se Feira não paga, os outros se acham no direito de não pagar também”.