Em Audiência Pública na tarde dessa terça-feira (29), no auditório do CUCA, camelôs reforçaram a insatisfação com a implantação do Shopping Popular. Participaram professores da UEFS, advogados, pesquisadores, vereadores, estudantes, representantes da Defensoria Pública e, claro, dos camelôs. O Ministério Público e a Prefeitura não enviaram representantes.
Durante a Audiência Pública foram diagnosticados o que os camelôs classificam como efeitos perversos do atual projeto de shopping popular. “Projeto repleto de ilegalidades e vícios jurídicos. De forma que foi apontado que o projeto representa uma agressão contra a história de Feira de Santana. Os setores sociais mais vulneráveis de nossa cidade serão atingidos em seu modo de obtenção de renda num momento de crise nacional e de desemprego generalizado”, diz trecho de um texto divulgado pela organização do evento.
“Reivindicamos, então, coletivamente que os poderes públicos solucionem o impasse causado por tal projeto de forma que os trabalhadores do centro da cidade sejam acolhidos dignamente como cidadãos feirenses. Além disso, compreendemos que a questão dos ambulantes afeta toda a coletividade social de Feira em todos os seus aspectos de convivência. Nesse sentido declaramos ser contrários ao atual projeto e a favor da vida e dignidade dos trabalhadores ambulantes”, conclui o texto enviado ao Protagonista.