A ideia era discutir a Segurança Pública em Feira de Santana, mas o foco dos debates foi o Centro de Abastecimento, por conta das recentes ocorrências de homicídios no local, inclusive de um delegado de polícia, bem como de assaltos. A Audiência Pública foi realizada na Câmara Municipal, por iniciativa da Comissão de Obras, Urbanismo, Infraestrutura e Meio Ambiente e conduzida pelo presidente da mesma, vereador Lulinha.
Primeiro a usar a tribuna, Cristiano dos Santos Gonçalves, diretor do Centro de Abastecimento, refutou a denominação de “Centro de Aborrecimento”, atribuída de forma pejorativa ao entreposto comercial. Segundo ele, segurança, ordem e limpeza são os pilares básicos para manter o espaço, o que não é possível a fazer dentro do escritório. Sugerindo uma gestão compartilhada, Cristiano Gonçalves disse que o Governo Municipal já está fechando o CA, para controle da entrada e saída de pessoas. “Na madrugada é muita gente circulando e ninguém sabe quem é quem. Vamos cadastrar os carregadores”, anunciou.
Governo - Da parte do Governo Municipal, se pronunciaram os secretários José Pinheiro, de Desenvolvimento Urbano, e Antônio Carlos Borges Júnior, de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, cabendo a este falar da segurança, não apenas do Centro de Abastecimento, mas do Centro Comercial como um todo. “Tem o videomonitoramento, mas é preciso alguns posicionamentos”. Borges Júnior destacou ainda o Projeto de Requalificação do centro da cidade.
Polícias - A Audiência Pública reuniu representantes das polícias Civil e Militar. O delegado Roberto da Silva Leal, coordenador regional, falou sobre a integração das forças de segurança, mas alertou que a questão envolve todos os segmentos da sociedade. Já o Coronel PM Luziel Andrade, comandante de Policiamento Regional Leste, falou sobre a redistribuição das companhias, colocamos uma para os distritos, mais os municípios de São Gonçalo e Tanquinho, e do mapeamento das escolas.
“As críticas vêm de quem está na zona de conforto. Estamos aproximando a polícia da comunidade e temos metas a alcançar. Hoje, segurança é solução para tudo”, disse. “Mas a polícia não resolve nada sozinha. Lamentamos o fato que aconteceu com o delegado e todos os casos de violência registrados no Centro de Abastecimento”, enfatizou o Coronel Luziel Andrade, que fez um alerta: Não adianta esconder os problemas, porque eles existem.
Comerciantes - A cobrança mais direta veio de Edmária Medeiros, presidente da Associação de Comerciantes do Centro de Abastecimento. “É preciso olhar para trás, para entender o que tem pela frente”, disse, ressaltando que a questão do espaço comercial não é apenas com relação à segurança. “Sabemos que muita coisa depende da vontade política”, afirmou.
Vereadores - O vereador e presidente da Comissão que promoveu a audiência, Lulinha, sugeriu que a situação seja solucionada a partir de agora e não com críticas ao que já passou, posição semelhante à da vereadora Neinha Bastos.
(Foto e informações: assessoria de comunicação da Câmara de Vereadores de Feira de Santana)