A dona de casa Ana Paula Batista procurou o Protagonista para relatar o drama que a família enfrenta na tentativa de um exame para a filha de 4 anos. É o exame BERA, relacionado à perda de audição.
Há 1 ano, quando a filha Maria Laura começou a falar e frequentar a escola, os sintomas da perda de audição começaram a ser notados pela família e professores. “Deu para perceber que ela não ouve bem. Aí procurei o posto de saúde do Viveiros. O exame BERA foi recomendado para minha filha pelo fonoaudiólogo”, explica.
Porém, as três solicitações encaminhadas à Secretaria Municipal de Saúde foram rejeitadas, segundo dona Ana Paula. “Disseram que só fariam se minha filha tivesse 10 anos de idade. Mas eu sei da necessidade de agora, porque precisamos do diagnóstico certo para saber o tipo de tratamento a ser feito. Quanto mais cedo cuidar, melhor, né?”, argumenta Ana Paula.
Também conhecido como PEATE (Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico), o exame BERA (Brainstem Evoked Response Audiometry, em inglês) tem o objetivo de examinar a integridade das vias auditivas, desde a orelha interna até o córtex cerebral. Com base neste exame, é possível determinar se existe ou não perda auditiva – e caso haja, se ela está relacionada com lesões na cóclea, no nervo auditivo ou no tronco encefálico.

A Secretaria Municipal de Saúde informou ao Protagonista que o exame, para criança na faixa etária de Maria Laura, não é feito em Feira de Santana pelo SUS. Só em Salvador.

A criança precisa estar completamente sedada. Até 1 ano de vida pode ser feito pelo SUS. Após essa idade, só a partir dos 8 anos. O blog também tentou contato com a Secretaria Estadual de Saúde, mas até a postagem da matéria não havia respondido.