Acusado de assédio e importunação sexual por uma prestadora de serviço da Secretaria de Serviços Públicos, o diretor municipal de Parques e Jardins, Deodato Peixinho, desabafou. Em uma carta aberta enviada ao Protagonista, o servidor, que está em férias, relata sua versão detalhada sobre o que ocorreu no dia em que a mulher e seu marido o acusaram. A seguir, íntegra da carta:
“Respondendo a tantas perguntas que me vêm sobre o que ocorreu, ou sobre o que houve: não ocorreu nada. Não houve nada!
Ocorre que no período das 9h daquele dia, chegou até a minha sala um cidadão acompanhando uma senhora, trazendo uma correspondência, segundo a qual aquela pessoa, que posteriormente soube que seria a sua esposa, iria trabalhar no Departamento de Áreas Verdes do Município de Feira de Santana.
Creio que mais de 300 pessoas já passaram em entrevistas de emprego comigo e nenhuma dessas pessoas está sob meu domínio, trabalhando diretamente para mim ou alocadas ao meu setor. Nenhuma dessas pessoas eu posso ajudar. Nenhuma dessas pessoas tem em mim a obrigação ou dever de que eu possa estar sob conduta dominante. São situações comuns e cabe a mim transferir em pouco e passar o que é o Departamento de Áreas Verdes.
Foi sobre isso o meu contato com essa senhora, a qual esteve acompanhada de seu marido por todo o tempo em que esteve à minha sala e também estava presente nesse período uma assessora que trabalha no setor, excetuando um pequeno intervalo inferior a 5 ou 10 minutos.
Passei, posteriormente, a posicionar o tipo de serviço que ela estava sendo encaminhada: auxiliar de serviços gerais (trabalhando com enxadas, capinação, rastelamento, junta de folhas e corte de grama).
A todo o momento o meu contato com essa senhora foi tão somente de cordialidade e profissionalismo, igualmente eu trato a todos aqueles que trabalham em algum grau de subordinação a mim, naquele setor.
Sou uma pessoa de 60 anos, tenho 37 anos de casado, 3 filhos e 4 netos. Tenho 18 anos nesse Departamento e até hoje mantenho uma conduta ética e reputação ilibada.
Até o presente momento nenhuma queixa foi registrada contra mim, que eu ou meus advogados tivéssemos sido intimados, mas tão somente foi registrada uma queixa na Delegacia em razão das ameaças que sofri no meu ambiente de trabalho, tendo comparecido para prestar os esclarecimentos devido na sexta-feira dia 18/10.
Por ter plena certeza do meu profissionalismo e da retidão da minha conduta, solicitei ao secretário – Justiniano França, da SESP - autorização para gozar de férias a que eu teria direito, para com isso garantir ainda maior lisura na apuração dos fatos e esclarecimento das circunstâncias que levaram essa senhora a fazer o que está fazendo.
Repiso: não tive qualquer contato pessoal ou íntimo com essa senhora que se diz vítima. A todo o momento sempre mantive o respeito, cordialidade e profissionalismo inerentes à ocasião de uma entrevista de emprego com uma pessoa com a qual estava a ter o meu primeiro contato. Limitou-se a isso aquela reunião, tendo sido surpreendido com ameaças proferidas pelo marido dessa senhora e por acusações infundadas realizadas pela mesma.
Entrego a Deus e à Justiça a melhor apuração dos fatos, já tendo solicitado dos meus advogados as providências jurídicas cabíveis.
José Deodato Peixinho Filho”