Na guerra da “desinformação” sobre uma eventual greve da Polícia Militar da Bahia, a corda arrebenta do lado mais fraco: a população. De um lado o deputado Soldado Prisco anunciando a paralisação da PM, do outro o comando da corporação desmentindo o estado de greve.
Para alimentar a guerra da desinformação, veículos de comunicação favoráveis e contrários ao governo do estado em uma verdadeira guerra.
Versão do deputado Soldado Prisco - Em assembleia realizada no Clube Adelba, atrás do Shopping Paralela, em Salvador, o deputado Soldado Prisco, representante da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), afirmou, no final da tarde dessa terça-feira (8), “que o governo do estado não sentou na mesa de negociação” e por isso a greve estaria decretada.
“Enquanto não houver diálogo, não tem retorno aos trabalhos.
Esse tumulto não vai partir dos policiais. Recomendo que a população fique em casa, porque a irresponsabilidade neste momento é do governo do estado, em não querer negociar. São seis anos de tentativa de negociação”, disse Prisco.
O deputado ressaltou que a greve não é deflagrada imediatamente, pois acontece um movimento de segurança por segurança. “Foi declarado o movimento de segurança por segurança. Vocês que estão nos quarteis, não vão para rua. Vocês que estão na rua, venha para Adelba. Fique dentro dos quarteis até o governo negociar”, afirmou.
Comandante da PM desmente - Em um áudio divulgado em redes sociais pela assessoria de comunicação do governo do estado, o comandante geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Anselmo Brandão, nega que a tropa esteja em estado de greve e pede tranquilidade à população.
“O que acontece é fruto do oportunismo político de um deputado (se referiu ao deputado estadual Prisco), que resolveu decretar estado de greve durante uma reunião com 300 pessoas”, salientou o coronel Brandão.
Ainda segundo o comandante, ele tem sido “interlocutor entre a tropa e o governo do estado. A tropa está nas ruas e tem compromisso com a população. Não existe estado de greve”, pontuou.
Pauta de reivindicações dos policiais - Entre as pautas dos militares, estão: melhorias do Planserv, cumprimento do acordo de 2014, solução para os problemas do novo sistema RH, reforma do Estatuto, código de Ética; periculosidade; auxílio Alimentação; reajuste da CET; plano de Carreira; cumprimento de ordem judicial e isenção de ICMS para Aquisição de Arma de Fogo para PMs e Bombeiros Militares.