Enquanto a região Nordeste do Brasil se afunda com o misterioso óleo que atinge todas as praias e manguezais e causa um prejuízo incalculável para o meio ambiente e economia da região sem que as autoridades federais apresentem qualquer indicativo de responsabilidade e ações efetivas de controle do dano ambiental, o presidente Bolsonaro prefere fazer turismo com o dinheiro público, viajando para o Japão sem que tenha feito nenhum acordo comercial e, para a China, onde sua prioridade foi conhecer a bela e milenar “Muralha da China” e liberar a vinda de chineses sem o visto para o Brasil, deixando aqui a crise sob a responsabilidade dos governos dos estados atingidos.
Essa atitude vem sendo repudiada pelo povo nordestino, que começa a levantar a hipótese de ação criminosa contra o Nordeste por ter sido a região que menos votos deu para o então candidato a presidente. Bolsonaro fugiu da crise ambiental que atinge o Nordeste do Brasil e da crise interna do seu partido, o PSL, que ameaça de expulsão o seu filho deputado Eduardo Bolsonaro que deu um golpe e assumiu a liderança da bancada. Foi chamado de vagabundo e ameaçado a ser detonado por gravações em mãos de seus agora desafetos aliados do laranjal podre do seu partido e da mais recente denúncia, divulgada pelo Jornal O Globo, em que o sombrio personagem, Queiroz, aquele miliciano do gabinete do seu filho Flávio Bolsonaro, quando deputado estadual do Rio de Janeiro e hoje senador, que fazia “rachadinhas” com verbas do gabinete e é foragido da Justiça. Em áudio, Queiroz diz: “tem mais de 500 cargos, cara, lá na Câmara e no Senado. Pode indicar para qualquer comissão ou alguma coisa, sem vincular a eles em nada”. E completa: “vinte continhos” pra gente, se referindo à propina pelo favor. O Queiroz continua negociando nomeações para a família Bolsonaro. Que vergonha! De lá do outro lado do mundo, protegido pela distância se limitou a vociferar contra o conteúdo do áudio, dizendo ser um “áudio bobo” e pronto. Acha ele que resolveu “a parada” com essa simples e chula frase. Diante de tantos escândalos e do aprofundamento da crise econômica, do desemprego e da vergonhosa constatação de que o Brasil está sendo (des) governado por uma família de psicopatas mancomunados com o mundo do crime, truculentos e ávidos por se locupletar, urge uma tomada de posição em defesa do Brasil para expulsar do comando da nação essas figuras nocivas, para abrir caminho para o desenvolvimento, antes que a convulsão social que atinge o Chile chegue aqui. A continuar sob o comando desses trapalhões, o Brasil é a bola da vez.

Messias Gonzaga é bioquímico e ex-vereador. Ele escreve às segundas-feiras no Protagonista.