Se a semana passada foi de pesadelo para o presidente trapalhão Bolsonaro, esta semana então foi pródiga. Com a disputa pelo comando do partido, a família Bolsonaro, usando do seu estilo baixo e traiçoeiro, tentou destituir o líder do partido na Câmara dos deputados, Delegado Waldir, para emplacar o filho Eduardo Bolsonaro, e foi vergonhosamente derrotada. O próprio presidente foi flagrado articulando a derrubada do líder e o revés foi cruel e desmoralizante, além de perder a disputa em que a maioria dos parlamentares do partido manteve o Delegado na liderança, foi chamado de “vagabundo” e recebeu a ameaça de que será “detonado” por este.
Outra vítima da sanha repressora de Bolsonaro e família foi a destituição do cargo de líder do governo da deputada Joice Hasselmann, que saiu atirando para todos os lados dizendo entre vários impropérios que “Inteligência emocional do presidente é – 20 (menos 20)”. Nunca é demais lembrar que essa deputada era da tropa de choque e defensora ardorosa do “mito”, e muito truculenta também, cuja especialidade na condução da liderança do governo foi agredir a todos que se opunham aos desejos imperiais do presidente. A ingratidão, marca da família Bolsonaro, foi rápida. Só agora essa senhora enxergou que o presidente tem juízo mole. O Delegado Waldir pousou sorridente com “arminha” durante a campanha ao lado do candidato, e era capaz de agredir seus opositores. Agora o chama de vagabundo e diz ter uma bomba que vai destruir o presidente. O ex-capitão e sua família de relações promíscuas com milícias e defensores da ditadura militar e de torturadores, nunca estarão à altura do cargo que ocupam no momento.
Seus ex-aliados fiéis, verdadeiros cães de guarda do “mito”, agora que enxergam o tamanho da arapuca que se meteram e a todo o país, pulam fora do barco e saem atirando. O Brasil espera que as ameaças de que a podridão da família será exposta, se concretize, para que seja encerrada essa trágica aventura do povo brasileiro que foi iludido pelas falsas promessas desse grupelho.
Outro que durante toda a campanha golpista que apeou a presidenta Dilma do governo e eleito deputado federal agia como um brutamontes e capacho do presidente, Alexandre Frota, foi uma das primeiras vítimas da traição e ingratidão do Bolsonaro e agora anuncia que vai protocolar uma solicitação de Impeachment do presidente por uso de caixa dois na campanha. As gangs responsáveis pela eleição desse monstro estão em choque com os interesses contrariados.
Os batedores de panelas envergonhados não se arvoraram ainda a mostrar a cara, mas nós, os que nunca partilharam dessa bandalheira que vem destruindo a nossa nação, vamos tomar as ruas para extirpar essa quadrilha entreguista do comando do país e reconquistarmos os direitos solapados até o presente.

Messias Gonzaga é bioquímico e ex-vereador (escreve no Protagonista às segundas-feiras)