Os moradores da rua Alcides Fadiga, bairro Queimadinha, estão em alerta. E com motivos de sobra. Principalmente na residência de dona Roseane Conceição, onde o piso apresenta aquecimento em várias partes da casa. Segundo análises preliminares, o gás que sai do solo do imóvel é o metano, altamente explosivo.
metano é um gás incolor. Sua molécula é tetraédrica e apolar (CH4), de pouca solubilidade na água e, quando adicionado ao ar, se transforma em mistura de alto teor inflamável.
A Defesa Civil esteve na rua Alcides Fadigas, na manhã dessa quarta-feira (23). Detectou que, pelo menos por enquanto, o fenômeno não atingiu outros imóveis.
Dentro da residência de dona Roseane, que é viúva e mora com uma filha e um neto, a temperatura chega a 100 graus.
Uma análise preliminar na água dentro de um dos buracos abertos dentro da residência da dona de casa, detectou vestígios de óleo e graxa. O cheiro é muito forte dentro da casa.
O chefe do Departamento de Educação Ambiental, João Dias, relaciona o problema à construção do imóvel em Área de Proteção Ambiental (APA). “No local existia a Lagoa do Prato Raso, que foi aterrada pelas ocupações irregulares”, afirma.
A bióloga Dalila Ferreira esteve na residência e colheu amostras para mais uma análise técnica. “Vamos agilizar os trabalhos para, em prazo de 15 dias, termos o resultado”, diz, salientando que a princípio o gás e o aquecimento são causados por matéria orgânica em decomposição no solo.
(Foto: Secom)