Em meio à desinformação por parte de muitos vereadores na Câmara Municipal de Feira de Santana, uma voz de lucidez e coerência surge, sobre a polêmica do pagamento do vale transporte em dinheiro ou cartão. O vereador petista e oposicionista ao governo municipal, Alberto Ney, esclareceu a situação.
Após os pedidos dos servidores municipais cooperados solicitando que o valor referente ao auxílio transporte volte a ser depositado com o salário, Alberto Nery destacou que o auxílio transporte é voltado para os funcionários que utilizam o transporte público coletivo, não podendo ser utilizado para o pagamento de combustível, bem como, de prestações de veículos, como o anunciado por parte dos cooperados que protestou contra a transferência do valor para o cartão magnético.
Nery, que é dirigente do Sindicato dos Rodoviários, exemplificou: “suponhamos que o trabalhador ganha um salário mínimo. Se ele paga 6%, vai ser descontado no contracheque R$ 60, 00, e o valor que ele recebe de benefício do vale transporte, sendo a passagem R$ 3,60, será de R$ 316,80. Se ele assinar por não mais utilizar o auxílio transporte, deixará de ser descontado os R$ 60, 00, mas, os R$ 316,80 que ele recebia, não passarão a incorporar o salário dele. É bom esclarecer para não estar fazendo propaganda enganosa ou enganar o trabalhador sobre um direito que ele não é detentor”, salienta.
O vereador petista declarou que a questão “já deveria ter sido encaminhada para o Ministério Público ou para o Ministério do Trabalho, para que possa ser esclarecida”.