A sindicância aberta na Secretaria Municipal de Serviços Públicos para apurar denúncia de assédio e importunação sexual feita contra o diretor municipal de Parques e Jardins Deodato Peixinho, deverá ser prorrogada por mais 30 dias. A decisão, provavelmente, será publicada ainda essa semana do Diário Oficial Eletrônico do Município.
O Protagonista teve acesso, com exclusividade, à informação através de uma fonte ligada ao governo municipal, que pediu anonimato. A prorrogação acontece porque pouca coisa “caminhou” na apuração feita pela comissão, formada por três servidores municipais, tendo como presidente Dayse Brandão.
A denúncia - A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana iniciou na terça-feira (15/10) a investigação de um suposto crime de assédio e importunação sexual a uma servidora terceirizada da Prefeitura de Feira. O caso, segundo a mulher, ocorreu dentro da Secretaria de Serviços Públicos.
Daiane de Jesus de Assis, de 29 anos, relatou que, na manhã de segunda-feira (14/10), em seu primeiro dia de trabalho como auxiliar de serviços gerais na Secretaria de Serviços Públicos, foi assediada e importunada sexualmente durante uma conversa com o diretor de Parques e Jardins, Deodato Peixinho.
Ela disse que foi à sala de Peixinho junto com o marido, Sidnei Costa dos Santos, conhecido como Magal, que tem 41 anos e atua na Prefeitura de Feira de Santana como agente administrativo.
“Estávamos nós dois na sala e a conversa estava normal, até que o meu marido saiu para atender a uma chamada no celular e tudo mudou. Ele perguntou se meu marido olhava minhas conversas de WhatsApp, se a aliança no meu dedo seria algum impeditivo, se eu tinha amiga íntima. Disse que se eu quisesse crescer na empresa teria de ser sem restrições com ele. Tomei um susto e me levantei”, contou a denunciante ao jornal Correio.
No momento em que se levantou, continua Daiane em seu relato, Peixinho abraçou-a forte, de modo a encostar seu pênis ereto no corpo da mulher, e tentou beijá-la na boca. “Só que eu virei meu rosto e ele me beijou no canto da boca. Me senti muito mal e saí da sala para encontrar meu marido. Contei logo para ele tudo o que tinha ocorrido quando ele saiu e, então, chamamos a Polícia Militar”, declarou.
Deodato Peixinho além de negar o assédio, prestou queixa contra o casal alegando calúnia e difamação Ele segue afastado das funções, por determinação do prefeito Colbert Filho e do secretário Justiniano França, até que a situação seja esclarecida.