Perto de completar três meses internado e entubado, o comerciário Reinaldo de Oliveira Machado, de 31 anos, e sua família, sofrem com o drama da espera por uma vaga de UTI. A situação se agrava porque sem movimentos, o corpo começa a apresentar grandes feridas.
Reinaldo e sua família aguardam resposta da Central Estadual de Regulação, do governo do estado, para conseguir uma vaga de UTI e um tratamento adequado para seu quadro clínico, que é gravíssimo (leia mais).
De acordo com Cláudia Machado, esposa de Reinaldo, o drama da família começou em dezembro de 2018. “Ele estava bem e inesperadamente desmaiou. Após os exames, descobrimos que era um tumor benigno no cérebro. Em fevereiro ele foi operado. Fez as sessões de radioterapia e quando já aparentava melhora passou a apresentar, em setembro, perda da fala, movimentos, fraqueza e amnésia”, relata a esposa. “Ele não reconhecia nem a mim nem a nosso filho de 5 anos”, salienta Cláudia.
O comerciário, então, foi internado no hospital Dom Pedro, onde recebe atendimento. Porém, Reinaldo precisa urgentemente de uma UTI, onde terá assistência adequada para seu estado.
Reinaldo era quem sustentava a família. Com sua internação, os pais de dona Cláudia passaram a assumir as despesas. A família ainda não recebeu nenhum benefício da Previdência.
A jovem dona de casa está desesperada. “Dá pena ver o estado em que estão as nádegas e parte das costas dele, em carne viva com feridas que só crescem”, lamenta.
Ela mais uma vez apela para as autoridades de saúde providenciarem a regulação do marido. Para complicar ainda mais a situação, Reinaldo está em isolamento, porque apresentou uma bactéria no pulmão. “Pelo amor de Deus, não deixem meu marido morrer”, apela Cláudia.