O serviço funerário gratuito oferecido pela Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEDESO), está sob investigação. Uma sindicância apura denúncia de corrupção no setor, com a concessão do benefício – que é gratuito - através de pagamento indevido.
A Comissão de Sindicância é formada por três servidores municipais: Pedro Américo de Santana Silva Lopes (presidente), Cristiano Queiroz da Silva e Soneide Cristina Oliveira Rios Teixeira. A comissão tem prazo de 15 dias para encaminhar relatório conclusivo à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, a contar da data da publicação da Portaria (30/10).
O Protagonista apurou que o serviço de sepultamento gratuito pela Prefeitura chegou a ser suspenso pela coordenação do departamento durante alguns dias, mas o secretário Pablo Roberto decidiu reativar o serviço, mesmo com a sindicância em andamento. “Muitas famílias que não têm condição de arcar com os custos de um sepultamento seriam prejudicadas com a suspensão”, justifica.
Mensalmente são realizados trinta enterros gratuitos, em média, de adultos, e quase o mesmo número de crianças e adolescentes, em Feira de Santana. Pessoas comprovadamente de baixa renda.
O serviço funerário oferecido pela Prefeitura também é responsável pelo recolhimento de membros amputados - braços e pernas, principalmente - de pacientes no Hospital Geral Clériston Andrade, por exemplo.
EXCLUSIVO - Porém, um servidor do Departamento de Polícia Técnica (DPT) revelou ao Protagonista que a denúncia de irregularidade no setor não passa de uma armação. “Ouvi, algumas vezes aqui nos corredores do DPT, de gente ligada a funerárias, que era preciso fazer algo para interromper os sepultamentos gratuitos oferecidos pela Prefeitura, pois estariam ‘quebrando’ as funerárias”, revelou a fonte.