Em entrevista exclusiva ao Protagonista, o ex-vereador petista Beldes Ramos conta tudo sobre o rompimento com o deputado Zé Neto e seu ingresso no grupo do prefeito Colbert Filho. Diz que é pré-candidato a vereador em 2020 e está em processo de análise para escolher a legenda.
O Protagonista – Por que você rompeu com o deputado Zé Neto e apoiou Jorge Solla?
Beldes Ramos - Ele não quis meu apoio. Simplesmente isso. Apoiou Robinson Almeida.
O Protagonista – Mas esse rompimento não é recente, né?
Beldes Ramos – O deputado Zé Neto, em 2016, preferiu apoiar um outro candidato a vereador - Tarcizio Branco – com o objetivo claro de tirar votos de mim, que buscava a reeleição.
O Protagonista – Por que você não externou essa situação publicamente.
Beldes Ramos - Não externei por uma questão de ética. Estava no PT.
O Protagonista –  O PT não te apoiou?
Beldes Ramos – Eu deixei a CAR em abril de 2018. Fiquei sem apoio de ninguém no partido. Mesmo tendo quase 8.600 votos para deputado estadual e cerca de 5.500 votos só em Feira de Santana, me isolaram. Na divisão feita pelo partido, os cargos de Feira ficaram pra Zé Neto e Robinson Almeida (deputado estadual).
O Protagonista – E qual a participação do deputado Zé Neto nessa situação?
Beldes Ramos - Se eu quisesse alguma coisa teria que me ajoelhar os pés dele. E isso eu não faria.
O Protagonista - Como foi esse seu ingresso no grupo do prefeito Colbert Filho?
Beldes Ramos – O grupo de Colbert vinha me convidando já há algum tempo. E achei que agora é o momento de seguir em um novo projeto, onde eu possa colaborar mais.
O Protagonista – E você já saiu do PT?
Beldes Ramos – Vou me desligar do PT. Servindo a um grupo que era adversário, mas que abriu as portas para mim. Eles (o PT) que não me quiseram mais.
O Protagonista – Já tem partido?
Beldes Ramos – Estou ainda dialogando para escolher uma legenda que possa me permitir voltar à Câmara de Vereadores em 2020. Até abril defino isso. Estou sem pressa.