Ex-deputado estadual e atual Ouvidor Geral do Estado, o radialista Carlos Geílson deu entrevista exclusiva ao Protagonista. Diz, entre outras coisas, que sua luta não é para ser candidato a prefeito em 2020. “Trabalhando para ser candidato”, afirmou, ao corrigir a pergunta do jornalista. Sobre uma possível reaproximação com o grupo do ex-prefeito José Ronaldo, Geílson desconversou. E avalia que sua boa posição nas pesquisas deve-se ao fato de ser "político de centro". A seguir a entrevista completa.
O Protagonista – O sr. começa 2020 ainda sem partido novo e lutando para ser candidato a prefeito de Feira. Quando Carlos Geílson define a sua nova legenda?
Carlos Geílson – Primeiro, quero fazer um reparo: discordando do termo ‘lutando para ser candidato a prefeito’. A palavra certa, nesse caso, é trabalhando para ser candidato. Mas é bom que fique claro que não sou uma pessoa obstinada que tem que ser candidato de qualquer jeito, mas vejo que existe uma possibilidade muito real e nosso nome está bastante alicerçado na cidade. Quanto à condição de ainda sem partido, é uma situação menor. Não adianta ter um partido e não contar com o apoio popular. Numa eleição para prefeito é preciso contar, inicialmente, com o apoio popular e, depois, reunir condições para ser candidato. O partido é a consequência disso.
O Protagonista - Até agora, nas pesquisas realizadas e divulgadas, você é o pré-candidato que oferece mais resistência ao deputado Zé Neto, líder das pesquisas, em eventual segundo turno. Você acha que isso lhe reaproxima do grupo do ex-prefeito José Ronaldo?
Carlos Geílson - Eu acho essa questão de ser o candidato que oferece maior resistência ou trava um bom embate com o atual deputado federal Zé Neto é muito em função de minha posição de um político de centro.  Quem disputar a eleição com um político da extrema direita ou da esquerda, sendo de centro, sempre vai levar vantagem nesse embate. Quanto à possibilidade de reaproximação ou distanciamento ao grupo do ex-prefeito José Ronaldo, eu não vejo isso como uma coisa nem outra. Para mim é uma situação normal, porque a pesquisa é um retrato do momento e lá adiante o retrato pode ser o inverso do que é hoje. Tanto posso estar na dianteira em relação ao deputado federal Zé Neto como também posso estar mais distante.
O Protagonista - Você abriria mão, em 2020, de ser candidato a prefeito, para alinhar em uma candidatura a vice-prefeito, se houver uma boa perspectiva para 2024?
Carlos Geílson - Eu acho muito prematuro se falar em 2024 se ainda estamos prestes a viver 2020. Muito distante para se fazer qualquer conjectura, embora também eu não seria ingênuo para dizer que, quando disputamos uma eleição, também não estamos observando as eleições vindouras. Mas, no meu caso, eu estou focado apenas na eleição de 2020. A disputa de 2024 vamos pensar no tempo e na hora certa.