O Protagonista conversou com a professora Erika Teles, vítima de uma terrível fake news nessa quinta-feira (5). Ainda atordoada, ela conta que registrou queixa na polícia.
“Logo cedo, hoje (quinta-feira), uma amiga que trabalha em um jornal impresso da cidade me ligou. Me disse que minha foto estava estampada em uma página policial como integrante de uma quadrilha de estelionatários e que iria ser publicada”, conta.
“Foi aí que ela informou ao jornal que era um erro e conseguiram suspender a publicação no jornal”, relata.
Erika, que é professora das redes municipal e estadual, revela que ficou abalada quando viu sua foto identificada como criminosa na rede social. “Eu me tremi toda. Minha mãe, meu pai e meu filho, que estuda fora, me ligaram desesperados em busca de notícias. Não sabiam do que se tratava”, diz Erika.
A professora revela que foi, então, até a Polícia Civil, onde registrou a primeira queixa. “Em seguida fui até a Polícia Federal, onde também fiz boletim de ocorrência”, salienta, acrescentando que ao chegar às delegacias, os policiais já sabiam do ocorrido porque a fake news já estava circulando até nos grupos de policiais da cidade.
Ela não tem ideia de onde saiu e como aconteceu essa confusão. “Não sei quem pode ter feito isso e o por quê”, destaca.
Nessa sexta-feira (6) Erika Teles volta à sala de aula, onde leciona para adolescentes em uma escola pública. “Estou na expectativa porque sei que também devem estar atordoados com tudo isso”.
A professora agradeceu ao Protagonista pela matéria divulgada em primeira mão mostrando a fake news (leia mais) e também destacou o apoio dos amigos. “Muita gente me ligou para dar apoio. Sabem da minha conduta, mas ficaram preocupados sem saber o que havia acontecido”, diz.
O caso será investigado pela Delegacia de Crimes de Internet.