A deputada federal Dayane Pimentel (PSL) descartou compor como vice em alguma chapa nas eleições municipais em Feira de Santana. Ela também informou que esteve nesta quinta-feira (9) com o ex-prefeito José Ronaldo “em uma conversa informal durante um café”.
Dayane Pimentel estava acompanhada pelo marido Alberto Pimentel, que está de férias da Secretaria Municipal do Trabalho de Salvador. A deputada manteve a nota 5 ao prefeito Colbert Martins Filho, em entrevista agora à tarde no programa De Olho na Cidade, na Rádio Sociedade News.
“Mais na frente vamos nos encontrar (com Colbert) e espero que seja em benefício de Feira. Quanto à nota, mantenho 5, porque pode aumenta ou diminuir. Continua sendo minha nota, porque ando nas ruas e é o que ouço”, acentua.
A parlamentar, que andou se estranhando e rompeu com a família Bolsonaro, afirmou que de sua verba de R$ 7 milhões na Câmara dos Deputados, boa parte foi destinada a Feira de Santana. “Teve um milhão para obras em bairros, e agora mais R$ 900 mil para duas creches. Ainda destinei R$ 2 milhões para o anel de contorno. Fiz isso porque Feira é minha cidade”, destaca.
Sobre o encontro com José Ronaldo, Dayane disse o seguinte: “Estive hoje com José Ronaldo em um café. Estou sempre atenta à experiência política dele. Caminhamos juntos na eleição de Bolsonaro. Sempre estarei atenta a ele. Conversamos sobre política de forma geral”.
Ela salientou que na conversa com o ex-prefeito de Feira não se falou sobre posicionamento dele nas eleições municipais de outubro. Questionada se buscaria o apoio de Ronaldo, ela não pensou duas vezes para responder: “Se ele me apoiar ficarei muito feliz. Se não me apoiar será compreensível”, diz.
Perguntada sobre uma possível composição como vice em uma chapa encabeçada por Colbert Filho, Dayane descartou. “Não seria interessante deixar a cadeira de deputada em Brasília para assumir uma vice. Nesse momento o que existe é nossa candidatura, do PSL. Temos candidatura própria”, enfatiza.
"Começo a dar foco agora na pré-candidatura. Meu trabalho vai me dar a musculatura política necessária. Vamos compor a chapa de candidatos a vereador e seguir trabalhando", informa.
Sobre o rompimento com Bolsonaro, ela disse que foi necessário. "Eu era da cozinha do presidente Jair Bolsonaro. Mas as deliberações adotadas por ele, contrárias ao que estava traçado pelo partido, nos afastou".