No grupo de WhatsApp “Ocorrências Policiais”, que reúne profissionais de imprensa, policiais e integrantes do Judiciário, o diretor do Conjunto Penal de Feira de Santana, Alan Araújo, se manifestou sobre a denúncia feita pelo Sindicato dos Servidores Penitenciários da Bahia, sobre o trabalho de um detento de alta periculosidade no setor de informática do Presídio, tendo acesso a informações sigilosas na unidade (leia mais).
Conforme a direção do Sindicato, foi uma temeridade colocar um preso com 28 crimes cometidos em vários estados tendo acesso a informações privilegiadas no setor de informática da unidade.
O diretor lamentou a posição do Sindicato: “É lamentável que neste cenário ainda exista pensamento contrário à importância do trabalho social voltado a um interno”, disse em um trecho de sua postagem.
Após a postagem da matéria do Protagonista no grupo, o assunto passou a ser discutido, inclusive por um juiz. O diretor disse o seguinte: “A Lei de Execuções Penais (LEP), corretamente, exige da administração prisional o cumprimento de algumas assistências obrigatórias aos homens e mulheres privados de liberdade: assistência à saúde, educação, religiosidade e ao trabalho. Entende a LEP que, através dessas premissas básicas, pode-se buscar a reinserção de presos ao seio social (lembrando que no Brasil não há pena de morte), principalmente para que este não volte a delinquir. O Conjunto Penal de Feira de Santana, cumprindo seu papel, possui atualmente mais de 150 internos em atividades laborativas em diversos segmentos, dentro e fora da unidade.
O processo de individualização da pena induz que cada interno seja aprimorado levando-se em consideração sua aptidão, experiência ou formação profissional, obedecendo sempre as regras de segurança prisional.
É lamentável que neste cenário ainda exista pensamento contrário à importância do trabalho social voltado a um interno que encontrava-se em regime aberto, de bom comportamento e prestes a voltar ao convívio social. Não merece respostas”, concluiu.
Na postagem do diretor não tem referência à outra denúncia do Sindicato, que o agente que relatou o caso no livro de ocorrência do Conjunto Penal teria sido demitido.