A deputada federal Dayane Jamille Carneiro dos Santos Pimentel até as eleições de 2018 era uma ilustre desconhecida no cenário político baiano e até mesmo de sua terra natal, Feira de Santana.
Na eleição, obteve 136.742 votos que lhe deram uma cadeira na Câmara dos Deputados. 15.928 desses votos somente em Feira, resultado da onda Bolsonaro.
Um ano após assumir o mandato, muita coisa mudou. Ela brigou e rompeu com a família Bolsonaro e se envolveu em sucessivas polêmicas. E só.
Nesse início de janeiro vem tentando dar as caras em Feira de Santana. Tem ido a programas de rádio se apegando a emendas indicadas para o município. Alguns milhões, segundo informa. Mas não consegue decolar.
A mais recente tentativa de melhorar sua imagem diante da opinião pública feirense, onde já anunciou ser pré-candidata a prefeita, é pegar carona na figura de José Ronaldo, a quem rasga elogios. O mesmo não acontece quando o assunto é o prefeito Colbert Filho, a quem avalia com uma nota 5. Imagino a nota que Colbert daria ao mandato de Dayane.
A auto-suficiência demonstrada pela deputada nas entrevistas, contrasta com seus resultados insignificantes nas pesquisas, sérias, divulgadas até agora. A exceção foi uma consulta suspeita encomendada pelo próprio PSL, partido da deputada.
Enfim, para quem se diz pré-candidata a prefeita da segunda maior cidade da Bahia, pegar carona em uma foto com o político mais bem-sucedido das últimas duas décadas no município, não é suficiente.
A menos que o Instituto Paraná seja convocado mais uma vez.
(Foto: assessoria da deputada Dayane Pimentel)