O comerciário Reinaldo de Oliveira Machado, de 31 anos, lutou muito pela vida. Após quase 4 meses na fila da Central Estadual de Regulação, há seis dias, enfim, foi levado ao Hospital Geral Clériston Andrade – e não foi para a UTI, como recomendado pelos médicos que o atendiam antes no Hospital Dom Pedro.
Mas a longa espera comprometeu muito seu estado de saúde que já era gravíssimo. Infelizmente, no início da madrugada dessa quinta-feira (2) ele morreu.
Reinaldo e sua família aguardaram resposta da Central Estadual de Regulação, do governo do estado, por longos 4 meses. Precisava de vaga de UTI e um tratamento adequado para seu quadro clínico (leia mais).
De acordo com Cláudia Machado, esposa de Reinaldo, o drama da família começou em dezembro de 2018. “Ele estava bem e inesperadamente desmaiou. Após os exames, descobrimos que era um tumor benigno no cérebro. Em fevereiro ele foi operado. Fez as sessões de radioterapia e quando já aparentava melhora passou a apresentar, em setembro, perda da fala, movimentos, fraqueza e amnésia. Foi quando ele chegou ao Dom Pedro”, explica.
A partir daí começou uma verdadeira via crucis para a esposa, em busca da transferência do marido. “Por favor, não deixem meu marido morrer”, apelou aqui no Protagonista a esposa à época (leia mais). A ajuda veio tarde, após quase 1 mês da matéria publicada. Resistiu apenas seis dias após chegar ao HGCA. Até porque não foi levado para a UTI.
O comerciário deixa um filho de 5 anos. Reinaldo era quem sustentava a família. Mais uma morte na conta da Regulação Estadual. Até quando?