A partir desta segunda-feira (13) o preço da passagem do transporte público em Feira de Santana terá reajuste. Os passageiros passam a pagar R$ 3,78 (para aqueles que optarem pagar com cartão eletrônico) e R$ 4,15 (para quem prefere pagar em dinheiro), de acordo com decreto publicado neste sábado, 11, no Diário Oficial Eletrônico e divulgado no sábado (11) em primeira mão pelo Protagonista (leia mais). E o PSOL anuncia um protesto às 9h, em frente ao Paço Maria Quitéria, sede do governo municipal.
A nova tarifa foi adotada após reunião do Conselho Municipal de Transportes, ocorrida no dia 3 de janeiro deste ano. Nos distritos de Jaíba, Maria Quitéria, Matinha, Ipuaçu e Humildes, a tarifa adotada é  mesma da sede do município. Sofrem variações os distritos de Bonfim de Feira, Jaguara e Tiquaruçu, sendo R$ 4,65.
Na aquisição de passe estudantil, as tarifas estabelecidas sofrerão uma redução de 50% e terão o valor de R$ 1,89. O passe estudantil para os distritos de Bonfim de Feira, Jaguara e Tiquaruçu será de R$ 2,30.
A meia passagem nos domingos e feriados, com fundamento no Decreto nº 10.348/2017, será cobrada apenas para os usuários que optarem pelo pagamento via utilização do cartão social do Sistema de Bilhetagem.
Os vales transportes em uso terão validade de 30 dias a contar da data de vigência da nova tarifa – segunda-feira (13).
Manifestação na prefeitura - Sobre a manifestação, de acordo com a organização, “a proposta é de um ato público que terá como foco a prefeitura. Está marcado para as 9h e visa protestar contra o aumento abusivo da passagem de ônibus, efetuado sem qualquer tipo de consulta pública ou justificativa financeira que não o lucro das empresas. Tendo em vista que estas demitiram diversos funcionários e o aumento ultrapassa o valor da inflação. O ato é uma iniciativa do PSOL, a qual se juntam organizações como UJC (União da Juventude Comunista) e UJR (União Juventude e Rebelião), além de entidades como o DCE da UEFS e o Grêmio estudantil do IFBA de Feira. Como o momento na cidade é de dispersão e esvaziamento, não se tratará de um ato de rua, mas de uma manifestação que se concentrará nas escadarias da prefeitura, com vistas a aproveitar o grande fluxo de pessoas pelo local para incentivar a população a manifestar de maneira mais enérgica o seu descontentamento, constatado por nós em atividades anteriores de panfletagens pelos bairros. A ideia é que seja o pontapé inicial de um processo de acúmulo de forças com outros setores da cidade para reivindicar do poder público não apenas a redução da tarifa, como também, a melhora do serviço com a ampliação da frota e do número de linhas, por exemplo”.