Na Praça da Matriz, mais precisamente em uma sala da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), acontece uma importante atividade voltada a eleger novos inquilinos para a Câmara de Vereadores de Feira de Santana, nas eleições de outubro.
O empresário e ex-deputado Humberto Cedraz montou uma espécie de quartel general, onde são articuladas as formações de chapas para disputa das eleições proporcionais (vereadores).
Graças à sua vasta experiência política, Humberto é procurado por pré-candidatos que sonham em ocupar uma das 21 cobiçadas cadeiras da Câmara. Além de confortáveis, os assentos também significam gordo salário e poder.
Seduzidos por esses atrativos, os pré-candidatos buscam orientação sobre, por exemplo, em qual legenda devem ingressar para ter o caminho até a Câmara encurtado.
Os pré-candidatos, nessa espécie de escolinha do professor Humberto, são divididos em três grupos: dois em partidos menores, onde o patamar fica entre 1.500 a 2 mil votos; e um grupo com potencial maior, para obter 3 mil ou mais votos.
O objetivo é, dentro do potencial de votos individual e coletivo de cada grupo, eleger dois vereadores nos dois grupos menores e eleger de três a quatro vereadores no grupo maior.
O trabalho de Humberto é voluntário e auxiliado pelo pastor evangélico, produtor de eventos e chefe de divisão na Prefeitura de Feira, Valdison Rocha, o conhecido Tinga. “Ajudo Humberto por conhecer os pré-candidatos e ter amizades com todos”, destaca Valdison.
Entre os pré-candidatos existem lideranças políticas, pessoas que fazem trabalhos sociais e, claro, quem só está “jogando barro na parede” para tentar a sorte. Atualmente cerca de 90 pessoas participam das reuniões semanais na CDL.
Naturalmente nem sempre os cálculos funcionam 100%. Mas, nas últimas eleições, Humberto tem emplacado grandes surpresas. É esperar outubro para saber quantos vereadores serão fabricados nessa linha de produção.