A vereadora Neinha Bastos está aborrecida com o governo municipal. Parlamentar da base governista, ela usou a tribuna da Câmara, nesta quarta-feira (12), para expor sua insatisfação. Cadmiel Pereira também se pronunciou.
“Quero hoje chamar atenção para dizer do meu carinho e respeito pelo prefeito Colbert, mas ele precisa saber, verdadeiramente, quem é e quem não é. As eleições nem começaram ainda, mas vereador precisa estar perto de seu líder, falar com seu líder. Vereador precisa de apoio e vejo que suplente de vereador e cabo eleitoral estão tendo mais respaldo que vereador. Está juntando quem está lá fora e espalhando quem está aqui dentro”, pontuou Neinha.
“Chamo atenção do prefeito para o comportamento e atitudes que vereadores estão tendo aqui dentro. Se é política, a partir de hoje serei diferente. A bondade desta vereadora está sendo confundida. Estou vendo gente lá fora com mais respaldo que eu. Se não trabalhar, não renova mandato. Colbert, tenho respeito, mas não poderia estar guardando isso. Se não falasse estaria sofrendo calada e isso não é bom”, desabafou Neinha.

Em aparte, o vereador Cadmiel Pereira parabenizou a colega pela transparência. Talvez compartilhando da mesma insatisfação. “Sei qual é minha linha de pensamento e sigo José Ronaldo por entender que ele já tem identidade eleitoral, política e partidária. Quando uma linha de vereador ainda não decide sua postura fica complicado. A vida é ônus e bônus. Tem gente que se abstém para dizer que não votou favorável nem contra. Vereador não calça rua, não faz policlínica, não faz mobilidade urbana; vereador é apoio, é mediação. O vereador não tem autoridade para fazer obra. Não podemos construir política com um grupo de pessoas estranhas ou com a presença de inimigos”, observou.
Neinha, então, lembrou que teve 4 mil votos e não é valorizada. “Estou aqui para lutar por uma eleição, para fazer política. Tenho identidade e sirvo a um Deus, sou política e vereadora, mas canto de carroceria não vou aceitar. Me deixar para ‘quando der’, não. Não estou aqui para isso. Quando entramos aqui deixamos de ser criança. Se tem os protegidos e abraçados não sei aonde estou. Até ontem, me perguntei aonde estou, pois não tenho nada que me dê respaldo”, avaliou.

Para jogar gasolina na fogueira já em brasa, o oposicionista Roberto Tourinho disse lamentar o tratamento que a colega tem recebido da base governista. “Conheço sua família e história política. Seu avó foi uma grande liderança política de Bonfim de Feira. É cristã e conhece que muitos são chamados, mas poucos os escolhidos. Os escolhidos daqui já sabemos quem são. Há a hora de separar e, geralmente, os não assistidos são separados. Desejo sucesso”, pontuou.