O atual coordenador regional da Ciretran em Feira de Santana, inspetor Sílvio Dias, segue no Podemos, mesmo com a chegada do ex-deputado Carlos Geílson. Mas, na eleição de outubro, quando disputará uma vaga na Câmara de Vereadores, certamente estará em uma outra legenda. Em contato com o Protagonista, Sílvio Dias fala do cenário político feirense e avalia que a população quer mudança. Finaliza mandando um recado: “o nome que reflete mudança é o de Zé Neto. Os outros, mesmo tentando mostrar uma roupagem nova, são do mesmo grupo, são do mesmo saco de farinha”.
O Protagonista - O sr. já se desligou do Podemos?
Sílvio Dias – A desfiliação de um partido se dá de duas formas: a primeira de forma tácita, quando você se filia a um novo partido. Automaticamente a filiação anterior perde a validade. Não existe mais aquela situação de dupla filiação; e a segunda forma é quando você expressa e solicita a sua desfiliação. Até o momento não aconteceu comigo nenhuma das duas situações. Portanto eu ainda estou filiado ao Podemos. O que também não significa que continuarei no partido até as eleições de outubro.
O Protagonista - Já definiu a nova legenda?
Sílvio Dias – Ainda não. Há um tempo, até o mês de abril, até seis meses antes da eleição, para que haja definição dos partidos. Todo quadro político só será definido no mês de março.
O Protagonista – O sr. disputará uma vaga na Câmara?
Sílvio Dias – A gente tem uma pretensão política nesse sentido, mas essa decisão vai ocorrer a partir do final desse mês de fevereiro e início do mês de março. Porém existe, sim, essa pretensão, tendo em vista que nosso grupo político deseja, e tem conversado, colocar nosso nome a uma candidatura a vereador.
O Protagonista - Por quê?
Sílvio Dias – A política está inserida em nossa vida desde criança. O ser humano ele faz política desde que chora para trocar a frauda. A gente cresce e passa a fazer uma política mais ativa. Nós temos um grupo que tem projetos sociais para Feira de Santana. A nossa cidade precisa de mudanças, em infraestrutura, transporte público, saúde pública e uma atenção básica que funcione. O vereador precisa estar fiscalizando a prefeitura e propondo projetos que melhorem a vida do cidadão. Precisamos mudar a cara da Câmara de Vereadores, trazendo trabalho, valores da ética, de moral e de honestidade. São princípios que precisam ser valorizados. Não que não existam, mas precisam ser colocados como bandeira principal dentro da Câmara de Vereadores.
O Protagonista - Qual sua avaliação do cenário político feirense?
Sílvio Dias – O cenário atual demonstra um sentimento de mudança. Nossa população quer mudar. O grupo político que comanda o nosso município há 20 anos demonstrou não ter tido a competência para mudar, para melhorar os níveis sociais. Quando vemos a educação observamos que os índices estão lá embaixo.  Saúde básica de nossa cidade não é atendida como deveria. Os nossos hospitais públicos estão superlotados porque nossa população não tem a saúde básica de uma forma eficiente. Aquela pessoa que não controla sua pressão arterial, que não controla sua diabetes e acaba indo para um hospital público, para amputar um membro porque sua diabetes não foi controlada. É aquela pessoa que sofre AVC porque não pôde controlar sua pressão. A população de Feira de Santana anseia por essa mudança. E o cenário político demonstra isso através de nossas conversas no dia a dia. Não as pesquisas oficiais, mas as pesquisas que fazemos no cotidiano. Vá para o distrito, para os bairros que você sente que a população anseia por essas mudanças. O transporte público é um calcanhar de Aquiles para a população. As pessoas passaram a usar motocicletas, usar ligeirinho, usar bicicletas porque o transporte não atende as necessidades, é ineficiente. Os bairros estão abandonados. Na zona rural é outro abandono. As praças estão abandonadas. Vá aos distritos e veja o cenário de abandono. E é essa mudança que nosso grupo político propõe. O cenário eleitoral demonstra essa mudança. Nós temos aí alguns pré-candidatos a prefeito, mas, na verdade, trazendo mudança é o nome do deputado Zé Neto. Os outros, mesmo tentando mostrar uma roupagem nova, são do mesmo grupo, são do mesmo saco de farinha que já está aí e que a população vem mostrando que não deseja manter. Na última eleição para deputado, por exemplo, o grupo do ex-prefeito não conseguiu eleger nenhum candidato desse grupo. Isso significa que a população está cansada. Isso vai se refletir, também, na eleição para vereador e para prefeito.