O vereador João Bililiu usou a tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (18) para chamar a atenção de um crime terrível. O parlamentar repercutiu o caso de uma menina de 10 anos vítima de estupro, no último domingo (16).
“Não posso ficar calado com mais esse fato monstruoso que aconteceu em nossa cidade. O sonho de mais uma criança sendo ceifado por conta de um marginal. Um monstro se aproveitou de uma criança, com 10 anos de idade. Isso é imperdoável. Além da justiça divina, espero que a justiça do homem venha a ser concretizada. Espero que o mais rápido possível, a polícia coloque esse homem atrás das grades e o peso das leis pese em sua consciência, para que tenha noção do grande crime que cometeu. Clamo à delegada Lia Mara para que coloque, o mais rápido possível, esse monstro atrás das grades”, pontuou Bililiu.
“A Bahia, em 2019, bateu mais um recorde na falta de segurança pública. Foi o estado com maior número de homicídios no Brasil, superando o Rio de Janeiro, que tem muitas milícias. Isso é um fato e mais uma medalha que o governador acaba de receber. Falta apoio para segurança, policiais militares, civis e delegados. Secretário Maurício Barbosa, está em suas mãos a direção da segurança pública do estado. Dê aos guerreiros mais condições de trabalho, tem em mãos a caneta e capacidade, mas veja que seus subordinados precisam de melhor estrutura e condição de trabalho. Feira de Santana vive um caos. No último domingo mataram um menino de 15 anos no bairro Rocinha. De ontem (segunda, 17) para hoje (terça, 18), já encontraram um corpo em um distrito. Secretário, olhe de uma forma especial para o cidadão baiano”, pediu.
Em aparte, o vereador Cadmiel Pereira (PSC) reforçou a falta de segurança pública em Feira de Santana. “Essa mancha do estupro ficará conosco, principalmente por vermos que Feira não tem condições de elucidar o caso e prender o culpado de forma rápida. Vimos que numa operação em Esplanada foram mais de 100 homens e em Feira de Santana, temos tanta insegurança. A PM recebe um valor irrisório para colocar de gasolina, hoje as pessoas não encontram policiais em módulos. Mas, isso não é porque os policiais não querem, e sim porque não recebem condições de trabalho”, avaliou.