Sabe aquelas coisas que a pessoa faz mesmo sabendo que vai dar em nada? Pois é, geralmente é por capricho ou para se aparecer. Um exemplo disso aconteceu nessa quarta-feira (12) com o vereador Edvaldo Lima. Ele quer, através do Ministério Público, cancelar o Carnaval de Salvador, alegando perigo de contágio em massa pelo coronavírus em Feira de Santana, devido à proximidade entre a capital (108km).
Edvaldo Lima distribuiu, através do WhatsApp, uma nota explicando os motivos e seus argumentos para pedir o cancelamento da maior festa popular do estado.
“O mundo todo está em alerta por conta da morte de mais de 1000 pessoas que foram infectadas pelo Coronavírus.
No Brasil, vários Estados estão com suspeitas de que pacientes estejam infectados com esse vírus, inclusive na Bahia onde uma pessoa está com sintomas da doença.
É por isso que estive na manhã desta quarta-feira (12), na sede Ministério Público em Feira de Santana. Lá protocolei uma ação para a suspensão do Carnaval 2020, em Salvador (Bahia), em razão da problemática do coronavírus.
Observei o alerta de especialistas na área de saúde, inclusive do renomado médico e cientista Dráuzio Varela.
Durante entrevista a um veículo de comunicação, o doutor chamou a atenção sobre a possível expansão do coronavírus no Brasil, onde inclusive já há o registro de onze casos suspeitos.
Todos sabem que essa festa é considerada a maior do mundo, em razão do grande número de pessoas aglomeradas de vários estados e nacionalidades, inclusive da China e países vizinhos. O risco de contágio é pelo ar, além do contato físico, o que torna possível o processo de contaminação levando a possível situação de um eminente surto.
A nossa Princesa do Sertão está a 108 km da capital baiana. O número grande de feirenses envolvidos na festa pode propiciar uma epidemia contra moradores de Feira de Santana.
Segue algumas indagações ao nosso público internauta: Quem garante que haverá uma rigorosa triagem com a entrada dos orientais nesta festa?
E as pessoas de outros países com suspeita como seria o controle? Os aeroportos e as unidades de saúde estão preparados para a abordagem? Mas é claro que não. Ou você ainda tem dúvidas?
Às vezes tem gente que deseja pagar para ver, mesmo tendo informações oficiais de inúmeras mortes anunciadas. Você pode até não concordar com comigo, mas o alerta foi feito e estou em paz com a minha consciência e a certeza do dever cumprido.
Digo sem medo de errar, se não sabemos lidar com o implacável mosquito da dengue, imagine uma doença tão mortal, onde ainda não há vacina.
Que tal pensar neste assunto e fazer uma avaliação?”